Porto Velho (RO)13 de Maio de 202613:48:52
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Plantão de Polícia

Julgamento adiado em RO: réus são acusados de matar patrão com colher de pau

Defesa abandonou o júri em cima da hora alegando falta de provas


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Foto: Reprodução/internet

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O tribunal durou menos de uma manhã. E o próximo só em outubro de 2026.

O julgamento dos três acusados pela morte do fazendeiro Edson Nascimento Dalto, de 54 anos, foi adiado ainda na abertura da sessão nesta quarta-feira (13). O motivo: a defesa abandonou o plenário após alegar falta de parte importante de um vídeo anexado ao processo.

Os réus William Borges da Costa, Daniel Barroso Souza e Jucelainy de Araújo responderiam por homicídio e ocultação de cadáver. Com o abandono, o novo júri ficou para o segundo semestre de 2026 - com previsão apenas para outubro.

Defesa abandona júri e promotor fala em má-fé

Segundo informações do Tribunal de Justiça de Rondônia, o processo tramita há dois anos e já soma cerca de duas mil páginas. A defesa dos acusados alegou, em cima da hora, que um vídeo essencial não estava completo nos autos. Diante da negativa do magistrado, os advogados deixaram o plenário.

O promotor de Justiça Marcos Alexandre, do Ministério Público de Rondônia, afirmou à imprensa que a estratégia da defesa foi "de má-fé" para obter vantagem processual.

O juiz responsável pelo caso informou que vai oficiar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apurar a conduta dos advogados. O MP também será comunicado para investigar possíveis atos de improbidade.

Relembre o caso

O caso veio à tona em 2024, quando o corpo do empresário e fazendeiro Edson Nascimento Dalto foi encontrado em um rio no município de Candeias do Jamari (RO). Ele era dono de um mercado e de uma fazenda localizada no distrito de Triunfo.

Quem comunicou o desaparecimento foi William Borges da Costa, então gerente da fazenda, no dia 9 de maio de 2024. Segundo a acusação, Dalto foi morto com golpes de colher de pau dentro da própria propriedade.

De acordo com o delegado da Polícia Civil Daniel Braga, indícios de execução foram colhidos no local. Os relatos de William e de outro funcionário, Daniel Barroso Souza (que trabalhava como peão na fazenda), foram confrontados com as provas - e ambos passaram a ser considerados suspeitos.

Um dia após o comunicado do sumiço, a caminhonete da vítima foi encontrada parcialmente submersa no Rio Preto, próximo à fazenda.

Entregas e confissão parcial

Na manhã de sábado, dois dias após o gerente comunicar o desaparecimento, os suspeitos se entregaram acompanhados de advogado e indicaram onde o corpo estava. A identidade de Dalto foi confirmada. Já Jucelainy de Araújo, companheira de um dos acusados, teria auxiliado na ocultação do cadáver - segundo o que consta no boletim de ocorrência e nas investigações da Polícia Civil.

Os três réus seguem respondendo ao processo em liberdade até a nova data do julgamento, marcada para outubro de 2026.













Portal SGC


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