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Elias Nascimento Bastos, de 34 anos, foi executado a tiros na manhã desta terça-feira (2), na Rua da Paz, bairro Tarumã, zona oeste de Manaus. O homicídio chocou os moradores locais não apenas pela brutalidade, mas pela cena devastadora que se seguiu: o desespero absoluto de uma mãe que, ao reconhecer o corpo do filho baleado no asfalto, atirou-se sobre ele clamando por um milagre.
Conhecido pelo apelido de "Patinho", Elias caiu sem vida nas proximidades da Estrada da Vivenda. A rotina da vizinhança foi rapidamente interrompida e o silêncio tenso deu lugar ao burburinho de testemunhas, que se aglomeravam no limite da fita de isolamento estendida pela Polícia Militar. Ali, presenciaram a dor visceral que a criminalidade deixa como rastro.
Em um vídeo que tomou as redes sociais, o peso do luto se materializa de forma quase insuportável. Entre lágrimas e um desespero profundo, a mãe de Elias abraça o corpo fuzilado do rapaz e faz um apelo que ecoou pela rua: "Acorda, meu filho. Mamãe vai te salvar". Era o instinto materno lutando em vão contra a irreversibilidade da morte, uma velha promessa de cura da infância esbarrando na dura realidade da violência urbana.
Ao redor dessa tragédia pessoal, o trabalho da segurança pública precisou seguir seu curso frio e metódico. A perícia criminal mapeou as perfurações e documentou as evidências, até que a equipe do Instituto Médico Legal (IML) fizesse a remoção, deixando para trás apenas a ausência e o pranto irremediável da família.
Agora, restam as perguntas que sempre habitam o vazio deixado por essas execuções. A motivação do crime e a identidade dos atiradores ainda são um mistério. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assumiu o caso e inicia as investigações para tentar montar esse quebra-cabeça. Enquanto a polícia busca por respostas, no Tarumã, uma mãe carrega o peso de uma promessa de salvação que, desta vez, não pôde ser cumprida.
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