Quinze pessoas foram presas nesta quinta-feira (27) durante a Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia para investigar casos de estupro de vulnerável e armazenamento de imagens relacionadas a abusos. As ações ocorreram em Salvador e em outras cidades do estado.
Entre os presos estão dois jornalistas e um policial militar aposentado. O médico urologista Samuel Juncal também foi alvo da operação, mas, no caso dele, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no apartamento onde mora, na Ladeira da Barra, em Salvador.
O policial da reserva Genaldo Santos de Oliveira é investigado por suspeita de abusar de cinco vítimas. Já os jornalistas presos foram identificados como Lucas Vinícius Santos da Conceição e Marcos Paulo Silva Acácio. Segundo informações apuradas, Lucas Vinícius atuava na assessoria de comunicação de uma organização não governamental voltada para crianças e adolescentes.
Outros cinco presos foram identificados como Ricardo Paixão Melquíades, Lucas Alves Rocha, Danilo Souza Lima, Jeferson Dias Santos e . A polícia ainda trabalha para confirmar a identidade dos outros oito detidos e não informou as profissões ou detalhes das suspeitas relacionadas a cada um deles.
As prisões e buscas ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, Paulo Afonso, Ibipitanga, Muniz Ferreira, Vitória da Conquista, Poções, Esplanada e Conceição do Coité. Segundo a Polícia Civil, também houve cumprimento de mandados em São Félix.
Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam armas, munições e aparelhos eletrônicos.
Todo o material recolhido será submetido a perícia. A análise deve ajudar os investigadores a identificar possíveis registros de crimes, localizar outras vítimas e verificar se há mais pessoas envolvidas nas práticas investigadas.
Médico nega envolvimento
O urologista Samuel Juncal negou qualquer relação com atividades criminosas. Em nota, a defesa afirmou que as acusações são infundadas e que o médico pretende colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.
Segundo os advogados, o procedimento corre em segredo de Justiça por envolver menores de idade. A defesa também classificou a busca e apreensão como desnecessária e desproporcional e afirmou que já havia indicado testemunhas que poderiam contribuir para demonstrar a inocência do médico.
Após tomar conhecimento das acusações por meio da imprensa, o Hospital Aliança informou que decidiu afastar preventivamente Samuel Juncal das atividades enquanto as investigações são realizadas.
A Operação Brilho do Amanhã é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Polícia Civil da Bahia.
G1 Salvador