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O homem que fugiu da Central de Plantão Policial (CPP) de Florianópolis após passar pelo espaço entre as grades de uma cela continuava foragido nesta segunda-feira (28), segundo a Polícia Civil. Identificado como Érick Celestino Gomes, ele escapou durante a madrugada de sábado (26), ao se espremer pelo vão da grade.
Imagens de câmeras de segurança mostram o preso passando os braços, a cabeça e o restante do corpo pelo espaço entre as barras. Em seguida, ele deixa a cela onde estava sozinho.
No domingo (27), a prisão em flagrante de Érick foi convertida em preventiva. Na decisão, o juiz Rafael Rabaldo Bottan afirmou que o homem "aproveitou momento de descuido para deixar a unidade policial".
A Polícia Civil informou que a cela foi interditada e passará por modificações para aumentar a segurança dos procedimentos realizados na unidade.
Preso após ocorrência de violência doméstica
Érick havia sido preso na madrugada de sábado, no bairro Pantanal, após a Polícia Militar ser acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica.
Ao chegarem ao local, os policiais ouviram gritos e encontraram o homem e pelo menos três vítimas. Segundo a PM, ele teria agredido a então companheira, a enteada e um homem que tentou intervir na situação.
Ainda conforme a polícia, o suspeito estava exaltado, apresentava sinais de embriaguez e resistiu às ordens dos agentes.
Ele foi autuado por lesão corporal em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, ameaça/injúria e dano qualificado.
Justiça mantém prisão preventiva
Ao determinar a prisão preventiva, o juiz citou a gravidade das agressões e o histórico de violência doméstica atribuído ao homem. Segundo a decisão, a prisão também é necessária para proteger as vítimas e garantir a ordem pública.
O magistrado destacou ainda que, como a fuga ocorreu quando Érick já estava preso e sob custódia do Estado, não haveria medidas cautelares alternativas capazes de garantir seu comparecimento aos atos processuais.
A Justiça também determinou a manutenção de medidas protetivas de urgência contra o homem em favor da então companheira.
A defesa de Érick é feita pela Defensoria Pública de Santa Catarina. O órgão foi procurado e, até a última atualização da reportagem, não havia se manifestado.
G1 Santa Catarina