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Uma denúncia sobre uma suposta lista com nomes de alunas classificadas como "mais estupráveis" levou à suspensão de quatro estudantes do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana (BA). O caso ganhou repercussão nas redes sociais na quinta-feira (8), e a Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar a ocorrência.
Segundo a denúncia, a lista teria sido elaborada por alunos do 9º ano e exposta na parede de uma sala de aula. A instituição de ensino nega a existência do documento e afirma que está adotando medidas diante das situações relatadas.
Nesta sexta-feira (9), estudantes fizeram um protesto contra o episódio, com pedidos de justiça e respeito. A Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) de Feira de Santana informou que investiga uma suposta ocorrência de apologia e incitação ao crime contra estudantes da escola. Diligências e oitivas estão sendo realizadas para esclarecer os fatos.
Conforme relato publicado nas redes sociais por uma pessoa que se identificou como estudante da instituição, o caso teria ocorrido durante um trote escolar. A denúncia afirma que cinco alunos participaram da atividade usando máscaras com imagens de homens envolvidos em casos de violência contra mulheres e fizeram comentários sobre estupro e assassinato.
Ainda segundo a publicação, a lista teria sido descoberta no mesmo dia, com nomes de meninas de diferentes turmas. O autor da denúncia também afirmou que a escola recolheu o documento, mas não tomou providências naquele momento.
Os quatro estudantes suspensos tiveram os responsáveis convocados pela direção da escola.
Em nota, o Colégio Anísio Teixeira repudiou os comportamentos relatados e informou que as alunas mencionadas na denúncia receberão acompanhamento psicológico. A instituição também anunciou que pretende promover campanhas de conscientização sobre a violência contra mulheres.
A direção afirmou que acompanha as situações relatadas e adota medidas pedagógicas de acordo com a legislação vigente, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os direitos dos envolvidos.
Por envolver menores de idade, a escola informou que conduz o caso com cautela para preservar a identidade e a privacidade dos estudantes. A instituição reafirmou o compromisso com um ambiente escolar seguro e respeitoso.
G1 Bahia