Porto Velho (RO)22 de Outubro de 202616:09:29
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Plantão de Polícia

VÍDEO; Advogada que afirma ser casada com Elon Musk é acusada de atacar porta de vizinha

Moradores relatam conflitos frequentes em condomínio de Águas Claras; caso foi parar na Justiça.


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Uma advogada de 42 anos é acusada de chutar a porta do apartamento de uma vizinha enquanto estava enrolada em uma toalha, na manhã de terça-feira (20), em um condomínio de Águas Claras, no Distrito Federal. O episódio foi registrado em vídeo e se soma a uma série de conflitos relatados por moradores do edifício.

Segundo reportagem do Metrópoles, a vizinha, de 30 anos, estava em casa quando a advogada começou a bater e chutar a porta, por volta das 8h52. A moradora afirmou que precisou segurar a estrutura para impedir que ela cedesse.

De acordo com relatos de residentes, a mulher costuma gritar pelos corredores e afirmar que é casada com o empresário Elon Musk. As ocorrências já teriam motivado diversos acionamentos da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Moradores relatam outros episódios de conflito

A moradora que relatou o ataque à porta vive no condomínio há cerca de seis meses e afirma que os episódios de perturbação são frequentes. Segundo ela, outra vizinha também teria sido alvo de uma agressão com uma barra de ferro na porta do apartamento.

Os residentes afirmam que a advogada costuma mencionar Elon Musk e, segundo uma das moradoras, acredita que os dois precisam de mais espaço. Em um vídeo obtido pelo Metrópoles, é possível ouvir a mulher mencionar o nome do empresário durante o episódio.

Embora alguns vizinhos atribuam o comportamento a possíveis crises psiquiátricas, não há confirmação pública de diagnóstico médico.

Advogada também é acusada de injúria racial e ameaças

As reclamações contra a mulher incluem outros episódios. Em maio de 2026, uma moradora afirmou ter sido alvo de ofensas racistas e registrou boletim de ocorrência por injúria racial na 21ª Delegacia de Polícia, em Águas Claras.

A mesma residente relatou ter recebido ameaça  de morte em duas ocasiões e afirmou que a advogada também teria tentado agredi-la fisicamente. As acusações ainda devem ser analisadas pelas autoridades competentes.

Condomínio recorreu à Justiça

Diante dos conflitos, a administração do Edifício Uptown Residence entrou na Justiça para pedir o afastamento da advogada do imóvel. Segundo o condomínio, notificações e multas não foram suficientes para interromper as ocorrências.

O processo reúne relatos de moradores, vídeos e boletins de ocorrência relacionados às acusações de ameaça e injúria racial. A administração também mencionou um incêndio ocorrido no apartamento da mulher, alegando que o episódio colocou outros residentes em risco.

Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou o pedido de afastamento imediato. Na decisão, o desembargador Roberto Freitas Filho considerou que retirar alguém da própria residência é uma medida excepcional, que exige análise cuidadosa dos fatos e garantia do direito de defesa.

O magistrado reconheceu a existência de um conflito relevante, mas avaliou que era necessário examinar melhor a gravidade e a recorrência das ocorrências antes de determinar o afastamento.

A decisão não encerrou o processo. O pedido do condomínio ainda aguarda julgamento, enquanto moradores relatam preocupação com a continuidade dos episódios.

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