Uma tentativa de fuga envolvendo dois detentos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, em São Paulo, chamou a atenção para as condições de segurança do complexo prisional. Os presos subiram em uma caixa d’água da unidade, mobilizando equipes de segurança.
A ocorrência levou as autoridades a avaliarem possíveis falhas na vigilância e na estrutura do local. Entre os pontos que podem ser analisados estão os acessos a áreas elevadas e a necessidade de reforço no monitoramento.
O complexo é formado por quatro unidades: Pinheiros I, II, III e IV. Segundo as informações divulgadas, a movimentação dos detentos exigiu o isolamento da área e a atuação dos agentes para controlar a situação.
Ação para mulheres transexuais
Enquanto a tentativa de fuga mobilizava equipes de segurança, o CDP Pinheiros II realizou uma atividade em referência ao Dia da Visibilidade Trans. A unidade abriga 113 mulheres transexuais e promoveu ações de saúde, orientação jurídica, beleza e acolhimento.
A programação contou com rodas de conversa, orientações sobre saúde, café da manhã e apresentação musical. O encontro também teve a participação de representantes da administração e de profissionais da unidade.
Durante a atividade, o diretor-geral substituto, Gamaliel Domingos Sales Junior, destacou a importância de reconhecer as dificuldades enfrentadas pela população LGBTQIAP+ dentro e fora do sistema prisional.
Mulheres custodiadas também relataram a importância das iniciativas para a autoestima e o sentimento de acolhimento. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a Resolução nº 11 estabelece diretrizes para garantir direitos de travestis e transexuais nas unidades prisionais, incluindo o uso do nome social e o respeito à identidade de gênero.
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