Porto Velho (RO)11 de Fevereiro de 202614:11:13
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Rondônia

SGC TV: Patins Batata nasce em família e se torna projeto social que já atendeu 500 crianças em Porto Velho

Iniciativa que começou com brincadeira em família no skate park hoje tem 120 alunos ativos, 40 na fila de espera e alcança 300 mil visualizações mensa


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O que era apenas lazer entre um pai e seus dois filhos se transformou, em três anos, em um dos projetos esportivos mais relevantes de Porto Velho. No Skate Park da capital, o professor Breno Rodrigo, conhecido como Batata, deixou o papel de pai brincando com os próprios filhos para assumir a missão de educador e mobilizador comunitário.

A virada aconteceu de forma inesperada. Durante uma das sessões de treino com os filhos, Batata foi abordado por um pai que observava a cena. Ele pediu ajuda para o filho, que tem autismo e déficit de atenção. O caso viralizou e a demanda cresceu rapidamente.

Hoje, o projeto Patins Batata atende 120 crianças ativas, com mais de 40 na fila de espera. A página do Instagram já ultrapassou 2,5 mil seguidores e registra mais de 300 mil visualizações mensais. O modelo de funcionamento é solidário: famílias que têm condições financeiras ajudam a custear o acesso de outras crianças. Mais de 20 alunos com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) já passaram pelas aulas, com melhorias relatadas no desenvolvimento físico e emocional.

Para além das manobras e giros sobre rodas, o projeto se consolidou como espaço de acolhimento. Batata tornou-se referência na vida das crianças, muitas das quais chegam com dificuldades de socialização e desafios emocionais. Em relatos, pais descrevem avanços na coordenação motora, no equilíbrio e na autoestima dos filhos.

As crianças, por sua vez, encontram no patins diversão e senso de comunidade. Júlia pediu aos pais para aprender após se encantar vendo outras crianças patinarem. Ana Alice celebrou a conquista de descer as rampas. Matheus realizou o giro de 360 graus, manobra que considerava impossível. Lívia, que tinha medo das descidas, criou coragem com o incentivo do professor.

Apesar do impacto social, o projeto enfrenta um obstáculo estrutural. A ausência de um espaço coberto obriga o cancelamento ou improviso das aulas em dias de chuva — situação frequente em Porto Velho. Batata aponta que essa é a maior dificuldade atual para o crescimento da iniciativa.

O que começou com um gesto espontâneo entre pai e filhos hoje forma uma rede de apoio, desenvolvimento e esperança sobre rodas. Em três anos, mais de 500 crianças passaram pelo projeto.







Natália Figueiredo - Portal SGC


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