Porto Velho (RO)03 de Março de 202614:04:34
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Rondônia

SGC TV:Gargalos da concessão da BR-364 e pedágio free flow são debatidos na Assembleia Legislativa de Rondônia

Em audiência pública, deputados e sociedade cobram isenção para pacientes oncológicos e explicações sobre economia de R$ 43 milhões


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Portal SGC

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A situação da BR-364, principal rodovia de Rondônia, foi o centro de uma audiência pública na Assembleia Legislativa (ALERO) nesta semana. Deputados estaduais, representantes do Ministério Público e moradores se reuniram para discutir os impactos da concessão da rodovia, em especial a insatisfação com os valores das tarifas de pedágio no novo sistema eletrônico, conhecido como free flow.

O encontro, solicitado pelo deputado Alan Queiroz, teve como foco principal as queixas da população sobre o peso da tarifa no orçamento doméstico, principalmente para quem precisa utilizar a via com frequência para trabalho ou tratamento de saúde.

O principal combustível para o debate foi a economia gerada pela substituição do projeto original. De acordo com as discussões, a concessionária responsável, que inicialmente construiria praças de pedágio tradicionais, optou pelo modelo de pórticos eletrônicos (free flow), que são significativamente mais baratos. A economia estimada é de mais de R$ 43 milhões.

Diante desse cenário, a principal cobrança da sociedade é sobre o destino desse montante. A proposta central levada à tribuna é que os recursos economizados sejam utilizados para beneficiar a parcela mais vulnerável da população.

O apelo humanitário da reunião concentrou-se na situação de pacientes com doenças graves. Muitos moradores do interior dependem da BR-364 para chegar a Porto Velho até três vezes por semana para realizar sessões de hemodiálise ou consultas de rotina no tratamento contra o câncer. Para essas famílias, cada passagem pelo pórtico de pedágio representa um custo extra que pode comprometer a continuidade do tratamento.

Além da questão da saúde, a audiência também escutou as demandas específicas de representantes de diversos municípios. O setor produtivo e caminhoneiros levantaram preocupações sobre o preço do pedágio, a localização dos pórticos e o impacto no escoamento da produção agrícola, com o temor de que os novos custos sejam repassados para o preço final dos produtos ao consumidor.

Ao final da audiência, ficou decidida a criação de uma comissão para acompanhar de perto a execução do contrato de concessão. O grupo terá a missão de cobrar formalmente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da concessionária esclarecimentos sobre a aplicação dos R$ 43 milhões economizados e, principalmente, um posicionamento sobre a viabilidade de isenção da tarifa para pacientes em tratamento de saúde.

A lógica apresentada pelos parlamentares é de que, já que houve uma economia com a alteração do modelo de pedágio, esse valor deve ser revertido em qualidade de vida e acesso à saúde para a população que depende da BR-364.

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