Foto: Gian Souza
A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) formalizaram uma cooperação técnico-científica com vigência até 2030. O foco do acordo é a modernização do Laboratório Municipal de Saúde para o enfrentamento de doenças emergentes e reemergentes na região, com ênfase em arboviroses (como dengue, zika e chikungunya) e novas variantes virais.
A parceria vai além dos protocolos convencionais, incorporando a vigilância genômica e a biologia molecular de alta complexidade. Essa estratégia tem como objetivo ampliar a capacidade de resposta do município a surtos e emergências em saúde pública. Pelo acordo, a Fiocruz ficará responsável pelo desenvolvimento de protocolos e pela realização dos sequenciamentos genômicos. O Laboratório Municipal de Saúde, por sua vez, encarregar-se-á da operacionalização e da logística dos dados laboratoriais.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, a expertise da Fiocruz permitirá ações mais assertivas no monitoramento. O uso do sequenciamento genômico vai agilizar a identificação precisa de vírus e bactérias, beneficiando populações urbanas, ribeirinhas e indígenas.
A iniciativa também inclui a implantação de um sistema integrado de resposta a surtos, reforçando a proteção em saúde em todo o território rondoniense. Para Jansen Fernandes Medeiros, coordenador da Fiocruz Rondônia, o acordo fortalece a vigilância em saúde no estado. Douglas Miranda, gerente da divisão do Laboratório Municipal, destacou que a cooperação vai qualificar os profissionais locais e descentralizar serviços, agilizando o diagnóstico e a resposta.
Samara Santos - Portal SGC