Porto Velho (RO)10 de Março de 202621:12:26
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Saúde

SGC TV: Obesidade infantil atinge 17 milhões no Brasil e projeção global para 2040 é alarmante

Especialistas alertam que má alimentação e sedentarismo já expõem crianças a doenças como hiperturação


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Um levantamento recente revela um cenário preocupante para a saúde de crianças e adolescentes. Atualmente, cerca de 17 milhões de menores no Brasil enfrentam problemas com a balança, divididos entre sobrepeso e obesidade. Os dados, trazidos pela reportagem de Pedro Silva e Wender Cassio, indicam que uma em cada cinco crianças e adolescentes no país está nessa condição.

A situação se agrava quando os recortes por idade são analisados. Os números mostram que, na faixa etária de 5 a 9 anos, 6,6 milhões de crianças já apresentam excesso de peso. O número sobe para 9,9 milhões quando considerados os adolescentes entre 10 e 19 anos.

As projeções globais são ainda mais alarmantes. A estimativa é que, até 2040, o mundo tenha cerca de 507 milhões de menores fora do peso ideal. A principal causa apontada para o crescimento desses números é a combinação da má alimentação com a falta de atividade física, um estilo de vida que já está deixando marcas precoces na saúde dos pequenos.

De acordo com especialistas, a obesidade e o sobrepeso na infância não são apenas uma questão estética, mas um sério problema de saúde pública. As condições desenvolvidas nessa fase da vida são semelhantes às observadas em adultos, incluindo quadros graves como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A preocupação dos profissionais de saúde é que, em um futuro próximo, haja milhões de crianças apresentando sinais precoces dessas doenças.

Em entrevista, a nutricionista Jeanne Cardinalle destaca o papel dos pais nesse cenário. Segundo ela, em muitos casos, os responsáveis influenciam negativamente a alimentação dos filhos. Um dos fatores apontados é a falta de regras quanto ao uso da internet durante as refeições. "Porque ele fica e é mais fácil para os pais", explica a nutricionista, ressaltando como o uso de telas à mesa pode levar a uma alimentação sem percepção e de pior qualidade. Jeanne ainda complementa que esse comportamento, somado à falta de imposição de limites, aponta para um futuro complicado: "Nós temos um futuro ", alerta.

O impacto vai além do físico. A especialista também ressalta os danos na linha invisível da saúde, afetando o lado psicológico da criança, o que reforça a necessidade de uma abordagem que una a reeducação alimentar, a prática de exercícios físicos e o acompanhamento emocional.






Portal SGC


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