Porto Velho (RO)09 de Abril de 202611:34:23
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Saúde

Nova variante da Covid-19 se espalha nos EUA e preocupa autoridades

Subvariante BA.3.2, apelidada de 'Cicada', já foi identificada em 23 países, mas ainda não há evidências de maior gravidade da doença


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Os EUA estão em alerta com a variante BA.3.2, uma sublinhagem altamente mutada da Covid-19. Segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o vírus já se espalhou por 25 estados e chama a atenção das autoridades pela capacidade potencial de escapar da imunidade adquirida por vacinas ou infecções anteriores.

Identificada inicialmente na África do Sul em novembro de 2024, a cepa, apelidada de 'Cicada' (Cigarra, em inglês) ganhou força ao longo de 2025 e já foi detectada em ao menos 23 países. No Brasil ainda não há registros desta variante.

A variante permaneceu circulando de forma discreta por meses antes de se espalhar com mais intensidade, comportamento semelhante ao inseto que passa longos períodos subterrâneo antes de emergir.

Especialistas destacam que a BA.3.2 apresenta entre 70 e 75 mutações na proteína spike — estrutura usada pelo vírus para invadir células humanas —, número considerado elevado. Essas alterações genéticas podem dificultar o reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico, reduzindo a eficácia da proteção prévia.

Estudos laboratoriais indicam que a variante consegue escapar de parte dos anticorpos, embora algumas mutações também possam reduzir sua capacidade de se ligar às células humanas, o que pode limitar sua transmissibilidade ou impacto clínico.

Até o momento, não há indícios de que a BA.3.2 cause quadros mais graves da doença ou aumento nas hospitalizações. Especialistas afirmam que, apesar das características genéticas que chamam atenção, o impacto prático da variante ainda é considerado moderado.

Em dezembro de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a BA.3.2 como uma "variante sob monitoramento", categoria usada para cepas com potencial risco, mas sem evidências suficientes de maior gravidade ou disseminação acelerada.

Dados recentes também mostram que a variante já foi detectada em amostras de águas residuais e em viajantes internacionais. Na semana encerrada em 28 de março, a BA.3.2 representava cerca de 7% das amostras analisadas nos EUA, indicando crescimento gradual, embora ainda sem domínio entre as variantes circulantes.









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