Porto Velho (RO)03 de Setembro de 202601:11:51
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Saúde

SGC TV: crianças são mais vulneráveis ao calor extremo; veja como proteger a saúde dos pequenos

Pediatras alertam para riscos de desidratação e agravamento de doenças respiratórias durante ondas de calor


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Foto: Reprodução

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Crianças são mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo. A combinação de altas temperaturas, baixa umidade do ar e poluição pode levar à desidratação e ao agravamento de doenças respiratórias como asma, rinite e bronquite .

A principal razão está na fisiologia infantil. Crianças têm maior percentual de água no corpo em comparação aos adultos e perdem líquidos mais rapidamente . Além disso, muitas vezes não percebem a necessidade de se hidratar ou os riscos a que estão expostas .

Bebês e crianças com menos de cinco anos são os que correm maior risco de mortalidade e doenças relacionadas ao calor . A desidratação pode ter consequências graves, incluindo danos renais .

Os pais devem ficar atentos a sinais específicos:

  • Redução do volume de urina e urina escura - principal indicativo 
  • Boca seca e saliva espessa 
  • Irritabilidade excessiva ou prostração 
  • Olhos fundos e moleira funda (em bebês) 
  • Choro sem lágrimas 
  • Respiração acelerada e pulso fraco 
  • Tontura e temperatura corporal elevada 

A pediatra Isabela Pires explica que a criança pode dar sinais de desidratação antes mesmo de ficar desanimada: "Ela pode ficar extremamente irritada" .

Para crianças a partir de seis meses, a oferta de água deve ser frequente, mesmo quando não pedem . Frutas ricas em água como melancia, melão, laranja e abacaxi também auxiliam na hidratação .

Bebês menores de seis meses devem manter o aleitamento materno exclusivo em livre demanda, pois o leite já supre integralmente a necessidade de hidratação, mesmo em dias quentes .

Sucos naturais e água de coco são boas opções. Refrigerantes e sucos industrializados devem ser evitados, pois o alto teor de açúcar pode aumentar a perda de líquidos .

Manter os ambientes arejados é fundamental. Janelas abertas no início da manhã e à noite ajudam a refrescar a casa; cortinas devem permanecer fechadas nos horários de sol mais forte .

Umidificadores de ar ajudam a reduzir o ressecamento das vias respiratórias e da pele. É essencial fazer a limpeza regular do aparelho para evitar proliferação de fungos e bactérias . Uma alternativa é colocar recipientes com água nos cômodos, dando preferência a bacias com maior superfície de contato com o ar .

Roupas de algodão, leves e soltas permitem a transpiração e evitam o superaquecimento . Tecidos sintéticos devem ser evitados.

Protetor solar com FPS 50 ou superior deve ser aplicado e reaplicado a cada duas horas. Crianças menores de seis meses não devem ser expostas diretamente ao sol .

O uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado ajuda a aliviar o calor. A limpeza dos filtros é indispensável para evitar a proliferação de ácaros e fungos que podem irritar as vias aéreas e desencadear crises alérgicas . Especialistas recomendam a limpeza semanal dos equipamentos .

Nunca deixe crianças sozinhas dentro de veículos, mesmo por poucos minutos. A temperatura interna de um carro fechado pode subir mais de 10°C em apenas cinco minutos, com risco de hipertermia fatal .

Evite atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia. Prefira o início da manhã ou o fim da tarde . As escolas também devem adaptar a rotina, garantindo ambientes ventilados, acesso constante a água potável e espaços cobertos para recreação .

Quando procurar atendimento médico

Caso a criança apresente febre, tosse, coriza ou diarreia, o ideal é mantê-la em casa e buscar orientação médica .

Para crianças com asma, rinite ou bronquite, os medicamentos de uso contínuo devem ser mantidos conforme orientação médica . Os sinais de esforço respiratório — respiração ofegante, cansaço extremo, incapacidade de falar entre frases — exigem atendimento imediato .

"Quando a criança apresenta boca seca, prostração ou irritabilidade excessiva, é essencial procurar uma unidade de saúde. Se houver piora do estado geral, a busca por atendimento deve ser imediata", alerta a chefe do Núcleo de Atenção à Saúde da Criança da Semsa Manaus .

Natália Figueiredo - Portal SGC


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