Porto Velho (RO)11 de Setembro de 202605:11:56
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Saúde

Uso excessivo de telas pode reduzir frequência de piscadas e causar olho seco em crianças

Oftalmologista alerta para aumento de casos entre crianças e adolescentes que passam muitas horas diante de celulares, tablets e computadores


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Fábio Rodrigues - Pozzebom

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O tempo excessivo diante de celulares, tablets e computadores pode afetar a lubrificação dos olhos de crianças e adolescentes. Segundo a oftalmologista Ana Paula Silverio, o uso prolongado das telas reduz a frequência natural das piscadas, favorecendo a evaporação das lágrimas e o surgimento de sintomas de olho seco.

O alerta foi feito durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), realizado em Salvador. De acordo com a especialista, queixas relacionadas ao desconforto ocular têm aparecido com maior frequência nos consultórios de oftalmologia pediátrica.

O olho seco ocorre quando a superfície ocular não recebe lubrificação suficiente, seja pela produção inadequada de lágrimas ou pela evaporação excessiva. Entre os sintomas estão ardência, coceira, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e visão embaçada.

Ana Paula explica que o problema pode ser agravado quando o aparelho é mantido muito próximo ao rosto durante longos períodos.

"As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto", relatou a médica durante o congresso.

Adolescentes exigem atenção

Segundo a oftalmologista, adolescentes estão entre os mais expostos ao problema por permanecerem mais tempo diante das telas. Além das atividades escolares, o celular costuma ser utilizado durante os momentos de lazer, muitas vezes dentro do quarto e com pouca iluminação.

A especialista afirma que a redução do tempo de exposição é uma das medidas que podem ajudar a diminuir os riscos. Ela cita a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria de limitar o uso de telas a até duas horas por dia para crianças acima de 6 anos e adolescentes.

"Só se a gente mandar uma criança ou adolescente pra Marte, pra que ele não tenha contato com o celular. Mas temos sim que tentar diminuir o tempo de uso", afirmou Ana Paula.

O uso de telas faz parte da rotina de crianças e adolescentes, mas a orientação é estabelecer limites e incentivar pausas durante períodos prolongados de exposição.

Agência Brasil


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