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Reprodução/Adobestock
O estado de São Paulo chegou a 32 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (11) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Os dois casos mais recentes foram registrados na capital paulista e envolvem uma bebê de 6 meses e um homem de 28 anos.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a criança ainda não havia completado o esquema vacinal contra a doença. O outro paciente tinha histórico de vacinação. Os dois casos foram notificados em agosto e estão ligados a cadeias de transmissão já identificadas e monitoradas pelas autoridades sanitárias.
As análises das amostras foram realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A cidade de São Paulo concentra 29 dos 32 casos confirmados no estado. Os outros registros ocorreram em São Bernardo do Campo, com dois casos, e em Guarulhos, com uma confirmação.
Cadeias de transmissão seguem sob monitoramento
Quatro cadeias de transmissão do vírus foram identificadas no estado desde o início do ano. A primeira, registrada entre março e abril, teve origem em dois casos importados e foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros relacionados.
As outras três cadeias foram identificadas entre junho e agosto e continuam sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância epidemiológica estaduais e municipais.
As autoridades realizam o rastreamento e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com os pacientes, além de avaliar a necessidade de vacinação e outras medidas para interromper a transmissão do vírus.
São Paulo tem o único surto ativo do país
Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo é atualmente o único estado brasileiro com surto ativo de sarampo, com casos interligados que mantêm cadeias de transmissão em circulação.
Vacinação
Após o encerramento da campanha indiscriminada no fim de agosto, a vacinação na capital voltou a seguir, de forma geral, o calendário previsto para cada faixa etária e a situação vacinal da população.
A aplicação da vacina para pessoas de 6 meses a 59 anos foi mantida nos distritos de Vila Maria, Vila Guilherme e Vila Medeiros, na Zona Norte da capital, devido ao cenário epidemiológico dessas regiões.
A chamada dose zero também segue disponível para crianças de 6 a 11 meses em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. A aplicação, no entanto, não substitui as doses regulares previstas no calendário vacinal aos 12 e 15 meses.
G1 São Paulo