Porto Velho (RO)06 de Novembro de 202616:06:29
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Saúde

Jovem de 22 anos perde a fala e enfrenta até 30 crises convulsivas por dia após diagnóstico neurológico

Jovem apresentou paralisia facial, perdeu os movimentos e precisou de internação após o surgimento dos primeiros sintomas em outubro.


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A britânica Lillie Thorne, de 22 anos, teve uma mudança repentina na saúde após apresentar sintomas neurológicos que comprometeram sua fala e seus movimentos. Em poucos dias, a jovem deixou de conseguir andar e passou a enfrentar até 30 crises convulsivas diariamente.

Os primeiros sinais apareceram no início de outubro de 2026, quando Lillie acordou com o lado esquerdo do rosto paralisado. Após ser levada ao hospital e passar por diferentes avaliações, ela recebeu o diagnóstico de transtorno neurológico funcional (TNF).

Antes do problema, a jovem trabalhava como auxiliar de saúde e mantinha uma rotina ativa. Segundo sua tia, Ashleigh Thorne, ela estava bem de saúde e havia retornado recentemente de uma viagem em família à Turquia.

Sintomas começaram com paralisia facial

Moradora de Barrow-in-Furness, na Inglaterra, Lillie havia passado o dia 1º de outubro limpando a casa recém-reformada. Na manhã seguinte, percebeu que não conseguia movimentar parte do rosto.

Inicialmente, os médicos suspeitaram de paralisia de Bell, condição que provoca fraqueza ou perda dos movimentos de um lado da face. A jovem recebeu tratamento com corticoides e foi informada de que a recuperação poderia levar até seis meses.

No entanto, o quadro apresentou novas alterações. No dia seguinte, sua fala ficou comprometida, levando a uma nova avaliação médica.

Uma tomografia não identificou sinais de acidente vascular cerebral (AVC). Posteriormente, os profissionais também consideraram a possibilidade de síndrome de Ramsay Hunt, relacionada ao vírus do herpes-zóster, e prescreveram um medicamento antiviral.

A situação piorou nos dias seguintes. Em 7 de outubro, Lillie já não conseguia falar nem caminhar normalmente. Também começaram as crises convulsivas, que chegaram a ocorrer até 30 vezes por dia.

O que é o transtorno neurológico funcional?

Após avaliações durante a internação, a equipe médica identificou o transtorno neurológico funcional (TNF).

A condição afeta o funcionamento das redes cerebrais responsáveis por controlar atividades como movimentos, fala, sensações e consciência. Isso pode provocar sintomas neurológicos mesmo quando não há alterações estruturais identificáveis no cérebro.

Entre as manifestações possíveis estão:

  • Fraqueza muscular e dificuldade para caminhar;
  • Crises funcionais, que não são causadas por descargas elétricas epilépticas;
  • Alterações na fala, como gagueira e dificuldade para organizar palavras;
  • Tremores e movimentos involuntários;
  • Problemas de memória e concentração.

A causa exata do transtorno ainda não é totalmente conhecida. No caso de Lillie, familiares relataram que os médicos consideram a possibilidade de o estresse relacionado à paralisia facial ter contribuído para o desenvolvimento dos sintomas, mas essa relação não foi confirmada.

Jovem iniciou tratamento para recuperar os movimentos

Lillie recebeu alta hospitalar em 22 de outubro. Desde então, conseguiu recuperar a capacidade de falar, embora ainda apresente gagueira e dificuldade na articulação das palavras.

A jovem, porém, continua sem conseguir andar e ainda apresenta crises funcionais. Por isso, foi encaminhada para sessões de fisioterapia, com o objetivo de recuperar gradualmente a mobilidade e a independência.

Atualmente, ela depende da ajuda de familiares durante todo o dia. Alguns parentes precisaram se afastar do trabalho para acompanhar os cuidados, o que também aumentou as dificuldades financeiras da família.

Uma campanha de arrecadação foi organizada para ajudar com despesas relacionadas ao tratamento, deslocamentos e assistência durante o processo de recuperação.

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