Porto Velho (RO)20 de Março de 202617:55:04
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Caso Gisele: tenente-coronel é levado para hospital após alegar crise de ansiedade

O laudo da Polícia Científica do Estado de São Paulo descreve a cena do crime da soldado da PM Gisele Santana


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Preso acusado de matar a própria mulher, a soldado da Polícia Militar Gisele Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi levado para o hospital da PM, em São Paulo, após alegar uma crise de ansiedade.

Ele continua negando o crime e sustenta que a esposa se matou, mas resultados periciais indicam que as características dos disparos não são compatíveis com essa hipótese. Além disso, testemunhas afirmaram nunca terem observado comportamentos suicidas em Gisele.

Relatórios policiais destacam contradições na versão apresentada por Geraldo sobre os eventos ocorridos no dia da morte de Gisele. Ele afirmou ter ouvido o tiro enquanto estava no banho; porém, evidências mostram seus cabelos secos logo após o incidente e molhados minutos depois.

Testemunhas também relataram comentários sobre câmeras capturando imagens dele com as mãos no pescoço dela. O laudo da Polícia Científica do Estado de São Paulo descreve a versão dos fatos e a cena do crime.

No momento da abordagem, segundo os peritos, o tenente abordou a mulher por trás no interior da casa, pegando a vítima de surpresa.

Em seguida, Geraldo teria imobilizado Gise, agarrando-a pelas costas. A PM ainda tentou escapar do ataque do marido, porém, ainda conforme a perícia, ele estava com uma arma de fogo próximo à cabeça dela.

Lesões compatíveis com pressão de dedos foram encontradas na parte de baixo do rosto da PM e na lateral direita do pescoço. Os peritos acreditam que estas marcas indicam que houve uma luta corporal ou uma tentativa de esganadura antes do disparo de arma de fogo.

No inicio, a morte de Gisele era vista como suicídio, mas foi alterada para feminicídio devido a uma série de inconsistências na cena do crime.

As inconsistências são: marcas de agressão, dinâmica do disparo, estado do sangue da vítima, lacuna temporal, ausência de cartucho e posição da arma.

Mensagens recuperadas entre o casal revelam um relacionamento conturbado marcado por controle excessivo e humilhação psicológica por parte do oficial. Em uma das trocas divulgadas pela investigação, é possível ver Gisele manifestando desejo pelo divórcio diante das atitudes possessivas do marido.


d24am


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