Especialistas em comportamento e direitos humanos defendem que a luta contra o machismo no Brasil deve começar dentro de casa e ser fortalecida no ambiente escolar. A avaliação é de pesquisadores e profissionais ouvidos em reportagem da Agência Brasil.
Dados recentes mostram a gravidade do problema: em 2025, ao menos 12 mulheres foram vítimas de agressão por dia no país, somando 4.558 casos registrados em nove estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança.
Para os especialistas, esse cenário está diretamente ligado ao chamado machismo estrutural, que perpetua comportamentos e desigualdades ao longo do tempo. Por isso, uma das principais soluções apontadas é ampliar o envolvimento dos homens no debate e na construção de mudanças efetivas.
Um levantamento da ONU Mulheres em parceria com o Instituto Papo de Homem reforça essa percepção: 81% dos homens e 95% das mulheres consideram o Brasil um país machista.
Nesse contexto, a família é vista como o primeiro espaço de formação de valores. É dentro de casa que crianças e adolescentes aprendem padrões de comportamento, que podem tanto reforçar quanto desconstruir visões baseadas na desigualdade de gênero.
Já a escola aparece como um ambiente estratégico para ampliar esse debate, promover educação crítica e incentivar relações mais igualitárias desde cedo. Especialistas destacam que o diálogo aberto e a inclusão do tema no processo educativo são fundamentais para transformar a realidade ao longo das próximas gerações.
Além disso, há um consenso de que a mudança exige ação coletiva, envolvendo também a comunidade e outros espaços sociais, como as redes sociais, que têm papel relevante na formação de opiniões e comportamentos.
A avaliação geral é de que combater o machismo exige um esforço contínuo, com participação ativa de diferentes setores da sociedade para reduzir a violência e promover igualdade.
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