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Goiânia - Após o ataque de uma onça-parda a uma criança de 8 anos, na tarde dessa quinta-feira (14/5), no Santuário Volta da Serra, localizado na Chapada dos Veadeiros (GO), o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deve avaliar o ocorrido.
De acordo com o ICMBio, o incidente envolvendo o mamífero aconteceu em um atrativo particular, fora dos limites do Parque Nacional e, por isso, até o momento, não houve um pronunciamento oficial.
Sobre o ataque
Visitações suspensas
A Cachoeira do Cordovil, onde a criança foi atacada por uma onça-parda, está fechada para visitação temporariamente. A medida foi anunciada pelo Santuário Volta da Serra, responsável pela conservação e administração do local, localizado na Chapada dos Veadeiros.
O local fica a 9km do vilarejo de São Jorge e 29 km de Alto Paraíso, município de Goiás. A Chapada dos Veadeiros é um dos principais destinos de ecoturismo do mundo, famoso pelas paisagens exuberantes.
A suspensão foi divulgada em uma nota de esclarecimento publicada pelo local nas redes sociais. Na publicação, o Santuário afirmou também que a decisão foi voluntária para análise técnica do ocorrido.
"A direção do Santuário reforça seu compromisso com a segurança dos visitantes e colaboradores, permanecendo à disposição para dar assistência integral à vítima e sua família e colaborar com os procedimentos oficiais cabíveis", acrescentaram.
O Santuário Volta da Serra relatou ter iniciado a revisão e o reforço dos protocolos de visitação, além da sinalização e orientação preventiva aos visitantes, em alinhamento com profissionais especializados e órgãos competentes.
Orientações
Após o ataque, donos de pousadas e guias de turismo da região usaram as redes sociais para divulgar os protocolos de cuidados para prevenir ataques de felinos a humanos. Na região, esses tipos de ataque são extremamente raros.
A guia Janna afirmou que a onça-parda, assim como outros grandes felinos do Cerrado, tem comportamento arisco e evita naturalmente o contato com pessoas. "Eu mesma, em mais de 10 anos de atividades na natureza, nunca avistei uma nas trilhas", relatou.
Ela também compartilhou orientações de segurança para situações de encontro com animais silvestres.
Segundo a guia, o mais importante é não correr, pois isso pode despertar o instinto de perseguição do felino.
Além disso, a recomendação é não se aproximar do animal nem tentar tirar fotos. Em caso de encontro, a pessoa deve tentar parecer maior, levantando os braços ou até mesmo a mochila. Também é fundamental não virar de costas e se afastar lentamente, sempre de frente para o animal, usando comandos firmes e calmos.
Metrópoles