Porto Velho (RO)21 de Maio de 202614:12:11
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Flávio volta a defender CPMI do Master e minimiza relação com Vorcaro

Pré-candiato à Presidência tenta se desvencilhar das atividades investigadas do banqueiro e diz que empresas eram "exemplo de compliance"


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Saulo Cruz/Agência Senado

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defeder a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master durante a sessão conjunta do Congresso Nacional desta quinta-feira (21/5). Na tribuna, criticou o PT como o "lado da corrupção" e minimizou o contato que teve com Daniel Vorcaro para financiar o filme cinebiográfico de Jair Bolsonaro (PL).

A declaração se da em meio à profunda crise vivida pela pré-campanha depois do Intercept Brasil revelar que a relação entre filho mais velho do ex-presidente e o banqueiro envolvendo a produção de "Dark Horse". Como antecipado pelo colunista do Metrópoles Igor Gadelha, o senador visitou o banqueiro em sua casa depois do banqueiro ser preso pela primeira vez em novembro de 2025.

O pré-candidato tenta se desvencilhar às fraudes financeiras de Vorcaro. Segundo ele, os repasses para o filme, que podem chegar a R$ 61 milhões, tratam-se de "recursos privados" e, à época, as empresas de Vorcaro eram "exemplos de compliance". Ao mesmo tempo, criticou "o outro lado", em referência à esquerda, que "entende muito de corrupção".

"Esse é o lado, o lado da corrupção, do outro lado esta o filme do presidente Bolsoanro que teve investimentos privados de alguém que, na época, não tinha absolutamente nada que possa desabonar a sua conduta, inclusive era premiado, as suas empresas premiadas como exemplos de compliance", disse.

Na sequência, o ex-líder da bancada do PT, Lindbergh Farias (RJ), disse que o senador não explicou os áudios em que chama Vorcaro de "irmão", ao que Flávio respondeu "seu chefe é ladrão" e "toma vergonha, rapaz".

Flávio nos EUA

Em meio à crise, Flávio deverá viajar aos Estados Unidos para tentar uma agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. Trata-se de uma tentativa de reforçar o alinhamento do pré-candidato ao trumpismo e retomar as agendas "positivas".

O encontro é articulado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Ainda não há confirmação oficial da Casa Branca sobre o a reunião em Washington D.C.




Metrópoles


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