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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma polêmica após denúncias envolvendo supostos privilégios durante o período em que esteve presa na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo.
Segundo o Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal), Deolane teria recebido tratamento diferenciado em relação às demais detentas. As acusações apontam que ela permaneceu em um espaço adaptado, equipado com cama de ferro, colchão, travesseiro, lençol e até chuveiro elétrico privativo.
Ainda conforme as denúncias, o local teria passado por pintura recente antes da permanência da influenciadora, além de haver restrição de acesso de policiais penais à área onde ela ficou custodiada.
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou que a custódia ocorreu conforme determinação judicial. O órgão destacou que Deolane possui registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e, pela legislação, advogados presos preventivamente devem permanecer em sala de Estado-Maior ou em ambiente equivalente, separado dos demais detentos.
A prisão aconteceu durante a Operação Vérnix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo as autoridades, as investigações tiveram início após a apreensão de bilhetes e manuscritos encontrados em um presídio paulista no ano de 2019.
A defesa de Deolane Bezerra nega qualquer envolvimento da influenciadora com organizações criminosas e afirma que o pedido de prisão domiciliar foi apresentado com base na inocência da investigada e em questões familiares.
O caso ganhou forte repercussão nas redes sociais e segue movimentando debates sobre tratamento diferenciado dentro do sistema prisional brasileiro.
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