Porto Velho (RO)29 de Junho de 202611:11:20
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Alcolumbre coloca pauta-bomba na previsão de votação do Senado

O impacto estimado com a aposentadoria diferenciada a duas categorias de agentes de saúde é de R$ 27 bilhões ao longo de 10 anos


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Jonas Pereira/Agência Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), colocou no expediente do plenário da Casa Alta uma das pautas-bomba com impacto bilionário. A matéria em questão é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 14/2021, que concede aposentadoria diferenciada aos agentes comunitários de saúde (ACS) e aos agentes de combate às endemias (ACE).

O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 10 de junho. Não houve registro nominal de votos. Segue em regime de calendário especial para ser apreciado pelo plenário da Casa Alta, onde precisa de 3/5 dos votos dos senadores.

O projeto pode gerar um impacto fiscal significativo para União, estados e municípios, uma vez que assegura a profissionais de saúde aposentados direito a receberem os mesmos salários e reajustes dos servidores que estão na ativa.

A medida estende o benefício inclusive aos segurados pelo regime geral do INSS.

De acordo com estimativas do governo federal, o impacto financeiro dessa mudança nos cofres da Previdência Social será de, aproximadamente, R$ 27 bilhões ao longo de 10 anos, sendo R$ 17,6 bilhões do Regime Próprio e de R$ 10,3 bilhões do Regime Geral de Previdência Social.

Para os próximos 80 anos, o agravamento da insuficiência financeira ultrapassa R$ 54 bilhões, considerando a redução de receitas e a antecipação de pagamentos de benefícios.

Pela proposta, as mulheres poderão se aposentar aos 57 anos e os homens aos 60 anos, desde que cumpram 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na função.

As regras valerão tanto para trabalhadores vinculados ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) quanto para aqueles enquadrados nos regimes próprios de previdência dos entes públicos.

Relação com o Planalto

Se aprovada, a matéria tem potencial de desgastar ainda mais a relação de Alcolumbre com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está deteriorada desde a rejeição histórica de Jorge Messias para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Petistas apostam na liderança de Teresa Leitão (PT-PE) para destravar pautas governistas e segurar as consideradas "pautas-bomba" para o governo.





Metrópoles


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