Regis Velasquez/Especial Metrópoles
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu, nesta quarta-feira (1º/7), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e disse que a esposa de Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de ataques nas redes sociais que questionaram a paternidade de Laura Bolsonaro.
As declarações se deram um dia depois de Michelle deixar a presidência do PL Mulher após a briga pública com o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na última semana.
Damares disse que a "amiga e irmã" foi alvo de críticas de cunho pessoal, imagens geradas por inteligência artificial e, inclusive, questionamentos se a filha caçula seria filha do ex-presidente.
"Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nesses últimos dias. As imagens, inteligência artificial, a manipulação de imagens. Mas atacaram a filha dela também. Duvidam, inclusive, de que a menina seja filha do ex-Presidente da República", disse.
A ex-ministra de Bolsonaro criticou ainda o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, aliado de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que disse na semana passada que "mulheres votam mal" e criticou Michelle.
Sem citar nomes, Damares disse que os ataques "chegaram ao absurdo" de "colocarem em dúvida se a mulher tem capacidade de votar, se a gente sabe escolher ou se merece ser escolhida".
A senadora ainda criticou o silêncio de aliados diante dos ataques a ela e a Michelle. A presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Disse que quem não se manifestar contra, é "conivente e cúmplice".
"Deixem-me dizer uma coisa - agora é para todos os homens que estão em cima de palanques e palcos, já fazendo pré-campanha: se vocês não nos defendem, o silêncio de vocês é conivência. Eu vou repetir: aos homens que estão no processo político eleitoral, se vocês silenciam diante do ataque, da violência política contra a mulher, vocês são coniventes com o ataque, vocês são cúmplices dos ataques", disse.
Em encontro com lideranças femininas- sem Michelle, Damares ou a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP)- Flávio tentou fazer acenos à madrasta e ao eleitorado feminino.
A declaração se deu antes de Flávio Bolsonaro repudiar as declarações de Paulo Figueiredo sobre o voto feminino, mas ele não se manifestou sobre os ataques direcionados a Michelle, que é um dos fatores na crise que implodiu na família Bolsonaro.
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