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Um vídeo que circula nas redes sociais desde a última terça-feira (7/7), mostrando um homem dado como morto se levantando da maca de um necrotério, é falso. A coluna Na Mira apurou que as imagens que viralizaram recentemente não correspondem ao caso real.
Nos últimos dias, diversas postagens passaram a relacionar o vídeo falso a um episódio de 2023 onde um homem foi internado com vida, em Goiás. O caso é verdadeiro, mas não há imagens.
Relembre o caso
Em 2023, um paciente passou mal e foi levado ao Hospital Municipal de Rialma, em Goiás. Em seguida, foi transferido para Uruaçu (MG), onde teve a morte declarada. A causa não foi divulgada à época.
Após a constatação do óbito, o corpo do homem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ceres (GO). Durante os procedimentos no necrotério, porém, os profissionais perceberam que o paciente apresentava sinais vitais, indicando um caso de morte aparente, também conhecida como "falsa morte".
Em situações de falsa morte, o metabolismo diminui drasticamente, e os batimentos cardíacos e a respiração podem se tornar tão fracos que passam despercebidos pelos métodos convencionais de verificação.
Não há informações se o paciente chegou a se levantar da maca no IML de Ceres, como sinaliza o vídeo viralizado nas redes sociais nos últimos dias.
Ao identificar movimentos respiratórios, os funcionários do IML, então, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe realizou o resgate e levou o paciente de volta ao Hospital Municipal de Rialma, onde recebeu atendimento de emergência.
No hospital em Rialma, os profissionais iniciaram as medidas de suporte, estabilizaram o quadro clínico e providenciaram a transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Posteriormente, ele foi encaminhado novamente para Uruaçu (MG).
Prefeitura explica
Segundo o secretário-administrativo da Prefeitura de Rialma, Brian Oliveira, o paciente morreu três dias após retornar ao município, quando o óbito foi definitivamente confirmado.
Sobre o vídeo que voltou a circular nas redes sociais, Brian Oliveira confirmou que as imagens não correspondem ao caso ocorrido em 2023. Ele aposta que o conteúdo pode ter sido produzido com o uso de inteligência artificial ou retirado de algum filme. "Por isso, é importante apurar os fatos com fontes oficiais", destacou o secretário-administrativo.
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