Porto Velho (RO)28 de Julho de 202617:54:30
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Lula defende o SUS e alfineta Trump: "Saúde não é só para rico"

Ao lado do diretor da OMS, Lula criticou o corte de verbas anunciado por Trump e elogiou modelo brasileiro de saúde pública


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Ricardo Stuckert

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou uma visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28/7), para alfinetar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em discurso, o brasileiro destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) prova que "tratamento de saúde não é só para rico".

Ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, Lula pediu que ele transmitisse um recado ao americano e voltou a defender o acesso universal à saúde. Durante o discurso, o petista citou a decisão de Trump de cortar recursos destinados à OMS e afirmou que o republicano deveria conhecer o modelo brasileiro de atendimento público.

"Quando você puder conversar com o presidente Trump — ele que anunciou que ia cortar verbas da OMS —, você diga para ele: ‘Como é que um presidente de um país, que não é rico como os EUA, consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República?'", disse.

Na sequência, Lula usou a própria experiência no tratamento de um câncer de pele para defender o SUS. Segundo ele, as sessões de radioterapia foram feitas em um equipamento disponível na rede pública, o mesmo que pode ser utilizado por qualquer cidadão.

"Qualquer pessoa mais humilde, de qualquer lugar do Rio de Janeiro, se ele precisar fazer radioterapia, ele vai fazer numa máquina que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará e que o Lula fará. Ou seja, tratamento de saúde não é só para rico, é para quem está doente", afirmou.

O presidente também disse que o governo pretende ampliar o atendimento preventivo e defendeu que o acesso à saúde não deve depender da condição financeira da população. "Quando governos querem, é possível tratar o povo com respeito", declarou.

As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre os governos de Lula e Trump. Nas últimas semanas, os dois países trocaram críticas e adotaram medidas que ampliaram o desgaste na relação, sobretudo em temas ligados ao comércio e à política externa.

Neste mês, o governo Trump anunciou duas novas tarifas sobre produtos brasileiros, de 25% e 12,5%. Já nesta terça-feira, a Casa Branca prorrogou por mais um ano a emergência nacional relacionada ao Brasil, mantendo em vigor o dispositivo que autoriza o presidente americano a impor sanções econômicas ao país.

Metrópoles


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