Carla Sena/Arte Metrópoles
Pesquisa divulgada nessa segunda-feira (17/8) revela que 73% dos eleitores rejeitam o uso de Inteligência Artificial nas campanhas eleitorais. O levantamento foi feito pela Quaest em parceria com o jornal O Globo.
Veja os números:
Segundo os dados, s mulheres demonstram maior ceticismo em relação à IA no ambiente político: 78% desaprovam. Embora a rejeição também seja expressiva entre o público masculino, a taxa entre os homens fica em 69%.
Ao observar a ideologia política, a rejeição à IA permanece elevada em todas as correntes, com variações sutis. O grupo da esquerda não lulista lidera a desconfiança, alcançando 79% de oposição às ferramentas tecnológicas no debate eleitoral. Já a direita não bolsonarista, embora a contrariedade seja a menor entre os segmentos analisados, ainda assim atinge expressivos 69%.
Deepfake de Bolsonaro
O debate do uso da IA nas eleições de 2026 ganhou mais um capítulo após o uso da ferramenta na campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). O vídeo exibido na convenção do PL, em 25 de julho, a IA de Jair Bolsonaro diz que está ele "preso e calado por uma decisão arbitrária", mas que "nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança". A gravação ainda pede que os apoiadores recebam Flávio "de braços abertos" como candidato ao Planalto.
Após o ocorrido, o PT e a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Justiça Eleitoral alegando que o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada, além de representar uma tentativa de contornar as medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou uma reunião sobre o tema para esta terça. O órgão se mostra ainda dividido em relação à punição solicitada pelos partidos. Nos bastidores, os ministros apontam que, entre as alternativas para o caso, estão a proibição total de IA ou a aplicação de multa para a campanha, inicialmente.
Metodologia
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o e o índice de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06773/2026.
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