Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou sobre a enchente que atingiu o norte do Nepal e parte do Tibete, território autônomo da China, nesta quarta-feira (26/8).
O petista lamentou o episódio, que causou deslizamentos de terra e enxurradas de lama, deixando ao menos 98 mortos até o momento, segundo informações de veículos locais. Há, também, 800 turistas desaparecidos, de acordo com o Conselho de Turismo do Nepal.
Lula expressou solidariedade aos governo dos dois países e às famílias das vítimas do desastre.
"Recebi com muita tristeza as notícias sobre as enchentes que atingiram o Nepal e a China. As imagens causam espanto e nos comovem a todos. Em nome dos brasileiros, expresso minha solidariedade aos governos dos dois países e a todos os afetados por esse desastre, especialmente às famílias das vítimas", disse o presidente em publicação nas redes sociais.
No Nepal, a polícia confirmou 95 mortos. E no Tibete, território autônomo na China, três óbitos foram confirmados. Já em relação aos desaparecidos, há muitos estrangeiros, sendo a maioria indianos. Também há desparecidos dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália, Holanda, Malásia e África do Sul.
Terremoto
Uma enchente torrencial fez transbordar o rio Bhote Koshi, no norte do Nepal, por volta das 8h30 (horário local). Segundo o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, o episódio foi causado por um terremoto que gerou um deslizamento de terra e bloqueou o curso d’água.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou um terremoto de magnitude 4,4, com profundidade de 10 km. O epicentro foi a 77 km a norte-noroeste da vila de Kodari, no Nepal.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o deslizamento de terra atinge a vila de Rasuwa e as imagens impressionam pela força do fenômeno. Veja aqui.
O órgão nacional de Redução e Gestão de Risco de Desastres do Nepal informou que, com base em imagens de satélite, análises iniciais constataram que uma avalanche de neve e rochas ocorreu na fronteira entre Nepal e China, cerca de 20 quilômetros a nordeste da passagem de Rasuwagadhi, causando uma inundação com detritos no rio Lhende Khola, que deságua no Bhote Koshi, onde ocorreu a enchente.
Mobilização
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, determinou que autoridades concentrem esforços em operações de busca e assistência médica. O Exército do país também atua nos locais atingidos. São utilizados 13 helicópteros do governo e setor privado nas operações.
A agência estatal chinesa Xinhua afirmou que o desastre deixou "muitas vítimas e pessoas desaparecidas", sem detalhar números, no posto fronteiriço de Gyirong, no condado de Gyirong, no Tibete.
O presidente da China, Xi Jinping ordenou esforço total na atuação de resgate e auxílio aos feridos.
Metrópoles