Por muitos anos, a redução das emissões no setor de transportes esteve ligada principalmente à substituição de veículos movidos a diesel por alternativas menos poluentes. Apesar de essa mudança continuar sendo importante, a necessidade de reduzir a emissão de carbono tem levado as empresas a buscar soluções que possam ser aplicadas de forma mais rápida.
Nesse cenário, a eficiência operacional passou a ter um papel importante na descarbonização do transporte rodoviário de cargas. A avaliação é de Rebeca Ludovico, que destaca o uso de tecnologias para melhorar o funcionamento das frotas que já estão em circulação.
A pressão por práticas mais sustentáveis também aumentou entre transportadores e empresas contratantes. A preocupação com as emissões de toda a cadeia de produção e distribuição, conhecida como Escopo 3, fez com que a redução de carbono passasse a ser considerada nas relações comerciais.
Segundo a especialista, ferramentas de telemetria e análise de dados permitem identificar problemas que aumentam o consumo de combustível. Entre eles estão o tempo excessivo dos veículos parados com o motor ligado, formas de condução pouco eficientes, rotas inadequadas e veículos que permanecem ociosos.
A correção desses problemas pode trazer resultados tanto ambientais quanto financeiros. Com uma operação mais eficiente, as empresas conseguem reduzir o gasto com combustível e, ao mesmo tempo, diminuir as emissões geradas durante o transporte.
A mudança para um modelo de transporte mais sustentável, porém, não depende de uma única solução. Enquanto a renovação das frotas e o uso de fontes de energia mais limpas avançam gradualmente, a digitalização permite obter resultados no curto prazo.
Dessa forma, eficiência e sustentabilidade podem caminhar juntas. Melhorar a gestão das operações atuais pode ajudar o setor a reduzir custos e emissões enquanto novas tecnologias de transporte são desenvolvidas e incorporadas às frotas.
CNN Brasil