Porto Velho (RO)14 de Setembro de 202610:20:06
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Brasil

Família de ‘pastores do crime’ usa visitas religiosas em presídio para atuar pelo CV

Os suspeitos faziam movimentações financeiras e possível ocultação de valores relacionados ao tráfico de drogas


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Uma família de pastores que atuava com ações missionárias em unidades prisionais de Mato Grosso passou a ser investigada pela Polícia Civil por uma suposta ligação com o Comando Vermelho (CV). O caso envolve a filha do casal de pastores, Rhavenna Barcelos de Almeida, e os pais dela, Nivaldo e Orminda de Almeida.

Segundo a investigação, os três teriam utilizado a autorização para prestar assistência religiosa dentro de presídios como forma de manter contato com integrantes do Comando Vermelho. As suspeitas incluem repasse de mensagens, movimentações financeiras e possível ocultação de valores relacionados ao tráfico de drogas. As informações foram divulgadas pelo programa Fantástico.

A apuração começou depois que a polícia recebeu uma denúncia sobre a possível relação da família com integrantes da facção. Os investigadores passaram a analisar a rotina dos suspeitos e os contatos mantidos durante as visitas à Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá.

Com autorização judicial, a polícia reuniu conversas, fotografias, vídeos e áudios que, segundo os investigadores, apontariam para uma relação próxima entre Rhavenna e membros do grupo criminoso. Em alguns registros, ela aparece com armas, dinheiro, joias e veículos de alto valor.

Entre os nomes investigados está Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman, apontado pela polícia como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso. Ele estava preso na mesma unidade visitada pela família.

Em setembro de 2024, Batman conseguiu autorização para cumprir o restante da pena no regime semiaberto, mas, conforme a investigação, rompeu a tornozeleira eletrônica poucos dias depois e fugiu para o Rio de Janeiro.

A polícia afirma que Rhavenna teria mantido contato com o criminoso mesmo após a fuga e que sabia onde ele estava. Conversas analisadas pelos investigadores teriam revelado o compartilhamento de localizações e referências a ações policiais no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com a investigação, Rhavenna e Batman teriam mantido um relacionamento amoroso. A suspeita é de que ela tenha viajado algumas vezes para o Rio de Janeiro para encontrá-lo, com gastos de lazer que, segundo a polícia, seriam bancados pelo grupo criminoso.


d24am


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