Porto Velho (RO)15 de Setembro de 202609:21:32
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STF permite a entrada de 30 jornalistas na sessão que julga Moraes

STF preparou uma estrutura especial para receber profissionais de imprensa durante a sessão desta terça-feira (15/9)


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Gustavo Moreno/STF

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Após separar apenas uma estrutura externa para os jornalistas que vão acompanhar o julgamento do ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu liberar 30 lugares para os profissionais assistirem à sessão desta terça-feira (15/9) de dentro do plenário da Corte.

Os veículos de comunicação credenciados no STF foram submetidos a um sorteio. O Metrópoles consta na lista dos sorteados e participará da cobertura jornalística dentro do plenário.

A flexibilização ocorre em meio às críticas de entidades de jornalismo, que reclamaram da falta de acesso ao local.

No plenário, não será autorizado uso de celular nem computador. Os jornalistas poderão portar apenas papel e caneta. O grupo limitado poderá assistir e observar de perto os movimentos de sessão, considerada histórica.

Do lado de fora, 100 lugares foram reservados para profissionais de imprensa em uma área localizada no entorno do prédio principal do Supremo.

Sessão envolve Moraes e Vorcaro

  • A sessão desta terça-feira deverá tratar de mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso em Brasília em uma investigação sobre supostas fraudes bilionárias
  • O caso ganhou repercussão após questionamentos sobre a relação entre o ministro e o empresário
  • Os ministros deverão avaliar os próximos passos da apuração e a eventual abertura de investigação sobre as circunstâncias envolvendo as mensagens
  • A sessão ocorre em meio a uma série de questionamentos sobre a atuação de Moraes no episódio e sobre os contatos mantidos com Vorcaro

Esquema de segurança

Além da estrutura para a imprensa, o STF preparou uma operação especial de segurança para a sessão. O planejamento reúne a Secretaria de Polícia Judicial, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entre outros órgãos.

A operação inclui compartilhamento de informações de inteligência, avaliação de riscos, definição dos efetivos e das áreas de atuação, além de revistas e monitoramento de drones.

Também haverá restrições de circulação no entorno do tribunal. A Esplanada dos Ministérios será fechada na altura das bandeiras, como parte das medidas de controle previstas para o dia da sessão.



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