Reprodução/Valter Campanato/Agência Brasil
Os empregados da Caixa Econômica Federal, em greve há uma semana, votarão na próxima segunda-feira (21) se aceitam a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. A decisão definirá se a categoria encerra ou mantém a paralisação.
Uma das principais reivindicações envolve o Saúde Caixa. Os trabalhadores pedem o retorno da divisão de custeio de 70% para o banco e 30% para os empregados. Na nova proposta, a Caixa amplia de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação no custeio do plano a partir de 2027.
A proposta mantém o modelo solidário do Saúde Caixa, sem cobrança diferenciada por faixa etária. Também prevê que não haverá reajuste das mensalidades em 2026, com a Caixa assumindo o déficit do plano.
O banco ainda propôs manter pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas (Repes). Também está prevista a criação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de gestão do plano.
A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, classificou a proposta como um avanço e afirmou que a mobilização dos trabalhadores contribuiu para as mudanças.
Outras propostas
A negociação também alterou o programa de remuneração variável Super Caixa. Para o segundo semestre de 2026, a premiação inicial por habilitação passa de 25% para 50%.
Sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG), a Caixa se comprometeu a criar espaços de discussão com os representantes dos empregados, incluindo um grupo paritário para tratar do plano.
O banco manteve ainda a proposta de pagar um prêmio de R$ 3 mil por empregado pelo alcance do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026, atingido em junho.
Votação
A greve começou em 10 de setembro. A votação da proposta será realizada de forma virtual na segunda-feira (21), das 11h às 18h. Antes disso, haverá uma plenária para esclarecimento de dúvidas, das 9h às 11h.
Se a proposta for aprovada, o dia de paralisação em 20 de agosto será abonado. Os demais dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias.
A Agência Brasil informou que procurou a Caixa para obter um posicionamento, mas não recebeu resposta até a publicação.
Agência Brasil