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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a atuação de Israel na Faixa de Gaza durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada na última terça-feira (22), em Nova York. A declaração recebeu elogios de um representante político do Hamas.
Em manifestação enviada ao Metrópoles, Khaled Qaddoumi, representante político do grupo palestino no Irã, classificou como "positiva" a postura adotada pelo presidente brasileiro.
Segundo Qaddoumi, a posição defendida por Lula estaria alinhada ao que considera uma direção favorável à humanidade. O representante também criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e afirmou que Lula "escolheu estar do lado certo da história".
"O presidente Lula do Brasil, eu pessoalmente o considero alguém que está em harmonia consigo mesmo, tanto como ser humano quanto como defensor dos direitos dos palestinos", declarou Qaddoumi.
Lula critica ações de Israel em Gaza
Durante o discurso na ONU, Lula dedicou parte de sua fala à situação na Faixa de Gaza e voltou a condenar as ações do governo de Netanyahu. O presidente também mencionou os impactos do conflito sobre a população palestina e criticou a situação na Cisjordânia ocupada.
A posição brasileira sobre o conflito já havia provocado atritos diplomáticos com Israel durante o terceiro mandato de Lula. Em 2024, o presidente comparou as ações militares israelenses em Gaza às mortes de judeus durante o Holocausto, declaração que provocou uma reação do governo israelense.
Na ocasião, o então embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, foi convocado para prestar esclarecimentos no Museu do Holocausto, em Jerusalém.
As relações entre Brasil e Israel foram posteriormente rebaixadas. Desde agosto de 2025, os dois países passaram a manter suas representações diplomáticas por meio de encarregados de negócios, sem embaixadores nos respectivos postos.
Guerra na Faixa de Gaza
O conflito na Faixa de Gaza começou em outubro de 2023, após o ataque do Hamas contra Israel, que deixou cerca de 1,2 mil mortos e resultou no sequestro de 251 pessoas.
Em resposta, Israel iniciou uma operação militar em Gaza com o objetivo declarado de destruir o Hamas. Desde então, milhares de palestinos foram mortos e feridos, enquanto grande parte da população foi deslocada dentro do território.
Em outubro de 2025, Israel e Hamas aceitaram um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos. O pacto prevê diferentes etapas, incluindo o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses de Gaza.
O cumprimento das etapas, porém, permanece como um dos principais pontos de tensão entre as partes.
Metrópoles