Porto Velho (RO)28 de Setembro de 202617:44:34
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SGC TV: Seguro de carros e motos ganha espaço nas cotações; veja o que mudou para o consumidor

Renovações já representam 37% das cotações de motos e 53% das de automóveis; levantamento também mostra o perfil de quem procura proteção e o que obse


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Foto: Reprodução

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A participação das motocicletas nas cotações de seguros aumentou de 41% para 44% nos últimos 12 meses. O crescimento, porém, foi menor que no período anterior, quando a participação das motos havia avançado 13 pontos percentuais.

Os dados são do novo Mapa de Seguros da Serasa, que analisou as cotações realizadas no período. O levantamento também mostra uma mudança na composição desses pedidos: as renovações passaram a ocupar mais espaço, principalmente entre os motociclistas.

Entre as motos, as renovações passaram de 18% para 37% das cotações. Com isso, os novos contratos caíram de 82% para 63%. Nos automóveis, as renovações passaram de 47% para 53%, enquanto os novos contratos recuaram de 53% para 47%.

O perfil de quem procura proteção também apresenta diferenças entre carros e motos. Nas cotações de automóveis, os homens representam 60,8% do total e, entre eles, 62,8% são casados. A maior concentração por faixa etária está entre 36 e 45 anos, com 28,5%.

No caso das motocicletas, os homens representam 63,4% das cotações. O público é predominantemente solteiro e 53,8% das cotações estão concentradas entre consumidores de 26 a 45 anos.

Norte aumenta participação nas cotações

A distribuição das cotações também mudou regionalmente. No seguro para automóveis, o Sudeste continua concentrando a maior parcela, mas caiu de 67,4% para 58% em um ano. No segmento de motocicletas, o Nordeste aparece com 44,8% das cotações.

Na Região Norte, a participação das cotações de seguro para carros passou de 3,6% em 2025 para 5,6% em 2026. Entre as motocicletas, o índice subiu de 10,5% para 11%.

Preço é fator importante para contratar ou renovar

A pesquisa da Serasa sobre a percepção dos brasileiros em relação à proteção de veículos mostra que 34% consideram o seguro de carro importante para a própria realidade financeira. No caso das motocicletas, o percentual é de 15%.

O preço aparece entre os principais fatores considerados pelos consumidores. Segundo a pesquisa, 59% afirmam que encontrar um valor mais acessível seria o principal incentivo para contratar ou renovar um seguro de carro ou moto.

Entre as pessoas que já possuem seguro para automóvel, 45% dizem gastar entre R$ 200 e R$ 500 por mês com a proteção. Já entre os brasileiros que atualmente não possuem seguro ou outra forma de proteção, 18% afirmam ter intenção de contratar um seguro de carro ou moto nos seis meses seguintes.

O que o consumidor deve verificar antes de contratar

Para quem pretende contratar ou renovar o seguro, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) orienta que a comparação seja feita considerando o mesmo tipo de cobertura e o mesmo valor segurado.

Também é necessário verificar franquia, riscos excluídos e as condições da apólice. A SUSEP recomenda ainda conferir se a seguradora está devidamente cadastrada no órgão.

No seguro de automóveis, as coberturas podem incluir situações como colisão, incêndio, roubo e furto, além de outras opções. A contratação pode variar de acordo com as necessidades do proprietário e com o produto oferecido pela seguradora.

A franquia também merece atenção. O valor e as condições para sua aplicação devem estar previstos no contrato. Segundo a SUSEP, a escolha de produtos com franquia pode influenciar o valor do prêmio do seguro.

Outro ponto é a rede de oficinas. A seguradora não é obrigada a oferecer livre escolha de oficinas em todos os produtos. Por isso, o consumidor deve verificar antes da contratação se a rede disponível atende à sua região e às necessidades do veículo.

O Mapa de Seguros da Serasa mostra, portanto, mudanças tanto na procura por proteção quanto na composição das cotações. Para o consumidor, a contratação envolve não apenas comparar preços, mas também verificar quais riscos estão cobertos, quais são as condições para utilizar o seguro e qual será o impacto do contrato no orçamento.

Natália Figueiredo - Portal SGC


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