Divulgação/ Ministério Público de São Paulo
O dólar comercial apresentou uma leve alta na tarde desta terça-feira (29/9), chegando a R$ 5,24, o maior valor intradiário desde março. A moeda norte-americana valia R$ 5,22 no fechamento da segunda-feira e abriu nesta terça, às 9h, em R$ 5,21.
O comportamento é influenciado pelo momento de incerteza mundial, após novos impasses nas negociações de um cessar-fogo entre Estados Unidos (EUA) e Irã, o que provocou mudança no preço do petróleo.
A alta do petróleo ocorreu depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou, no sábado (26/9), uma proposta do Irã de trégua de sete dias na guerra. A oferta incluía a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, canal crucial para o escoamento da commodity.
Apesar disso, na tarde de segunda, Trump afirmou que a guerra acabaria "muito em breve", com vitória para o lado americano.
Além disso, as pesquisas eleitorais divulgadas na segunda também impactam os preços do Dólar. Os levantamentos mostraram uma pequena recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
As cotações também devem ser impactadas pelos dados de desemprego, que foram divulgados na manhã desta terça pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em agosto, houve recuo e a taxa caiu a 5,3%, ante 5,6% observado no trimestre anterior.
Ibovespa
O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu em leve queda, com 182 mil pontos às 10h05, após fechar o dia com 182,9 mil pontos na segunda, em estabilidade. Às 10h10, no entanto, o índice já registrava recuperação, com 182,1 mil pontos.
A bolsa também é impactada pelas pesquisas eleitorais, que mostram Lula a frente de Flávio, mesmo que com uma distancia pequena.
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