O motorista que atropelou e matou o cirurgião-dentista Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol), foi indiciado por homicídio doloso, mas não poderia ser preso nesta terça-feira (6/10).
O atropelamento aconteceu na Avenida 23 de Maio, no centro de São Paulo. O motorista se apresentou espontaneamente à Polícia Civil depois do fim do período de flagrante e prestou depoimento.
A permanência do suspeito em liberdade também está relacionada ao artigo 236 do Código Eleitoral. A norma determina que nenhum eleitor pode ser preso desde cinco dias antes até 48 horas depois do encerramento da eleição, com três exceções: prisão em flagrante, desrespeito a salvo-conduto ou cumprimento de sentença condenatória.
Com isso, o indiciado só poderia ser detido a partir das 17h desta terça-feira (6/10). Mesmo sem poder ser preso naquele período, ele foi levado à Polícia Civil para prestar depoimento.
Atropelamento
Carlos Boulos, de 80 anos, morreu na madrugada desta terça-feira, após permanecer três dias internado em estado grave no Hospital das Clínicas, na capital paulista.
O caso aconteceu na noite de sábado, depois de uma discussão entre Carlos e o motorista de outro veículo após uma batida no trânsito. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o idoso teria descido de sua caminhonete para conversar com o outro condutor quando foi atropelado.
Após o atropelamento, o suspeito fugiu em alta velocidade. Imagens registradas durante a ocorrência ajudaram na identificação da placa do veículo.
O irmão de Carlos e pai de Guilherme Boulos, Marcos Boulos, compareceu ao 14º Distrito Policial (DP) para comunicar o óbito à Polícia Civil.
Com a morte do idoso, o caso, que inicialmente era tratado como tentativa de homicídio, passou a ser investigado como homicídio consumado.
A investigação está sob responsabilidade do 5º Distrito Policial, na Aclimação. Segundo a SSP, a Polícia Civil identificou o autor, que prestou depoimento e foi indiciado por homicídio doloso. O inquérito deverá ser concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
Metrópoles