Porto Velho (RO)09 de Outubro de 202617:45:56
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Brasil

Ibovespa bate recorde e fecha semana com alta de 8%; dólar cai a R$ 4,98

Bolsa supera os 209 mil pontos e renova recordes históricos de máxima intradiária e de fechamento


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Amanda Perobelli/Reuters

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O Ibovespa encerrou a sexta-feira (9) em alta, com o índice batendo novos recordes históricos intradiário e de fechamento, após novas pesquisas sobre o segundo turno da disputa presidencial mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva.

A bolsa paulista avançou 1,38%, aos 209.066,90 pontos, e registrou, pela primeira vez na história, um fechamento acima dos 209 mil pontos. Ao longo do pregão, o índice oscilou entre a mínima de 206.237,55 pontos e a máxima histórica de 209.713,45 pontos.

O volume financeiro somava R$ 51,02 bilhões antes dos ajustes finais.

A estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, avaliou que, o principal índice da bolsa brasileira opera em alta mesmo em meio a uma divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro acima das expectativas do mercado.

"Esse movimento de alta reflete a reação do mercado doméstico ao monitoramento do cenário político, além do recuo nos preços internacionais do petróleo, que pode contribuir para o arrefecimento da inflação", comentou Nossig.

No mercado cambial, o dólar à vista fechou em queda de 0,76%, cotado a R$ 4,9856, voltando a ficar abaixo dos R$ 5.

Na semana, a moeda americana acumulou desvalorização de 4,44% e, no ano, recuo de 9,17%.

Assim como na Bolsa, o movimento refletiu a repercussão das pesquisas eleitorais, que mostraram Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto.

Os juros futuros brasileiros também recuaram nesta sexta-feira, sobretudo nos contratos de longo prazo. A reação dos investidores às pesquisas eleitorais prevaleceu sobre o impacto dos dados de inflação divulgados pela manhã, que mostraram o IPCA de setembro acima das expectativas do mercado.

No fim da tarde, a taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,52%, queda de 3 pontos-base em relação ao ajuste anterior, de 12,548%.

Já o DI para janeiro de 2035 recuou 23 pontos-base, de 12,604% para 12,37%, refletindo o movimento de baixa na ponta longa da curva de juros.

Cenário eleitoral e inflação

A pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou nesta manhã que Flávio tem 51,1%, contra 45,7% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, a liderança do senador está além da área de empate técnico.

O efeito das pesquisas na curva ofusca o impacto dos dados de inflação divulgados mais cedo, já que boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas.

Em segundo plano ficou o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu 0,82% setembro. O mercado projetava alta de 0,73% para o indicador de deste mês, segundo informações da Reuters.

A alta foi puxada pelo encarecimento da energia elétrica, com variação de 7,98%, com o o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, informou o IBGE.

Em 12 meses, o indicador soma avanço de 4,58%, enquanto no acumulado do ano a alta é de 3,95%. O Banco Central persegue meta de inflação de 3%, com 1,5 ponto de tolerância para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%).

De acordo com o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, os números apresentaram surpresas apenas localizadas e não mudam o cenário atual para a inflação.

"Portanto, as pesquisas acabam ajudando no processo de queda dos juros", afirmou, ao justificar o viés negativo para a curva nesta manhã.

Ibovespa em compasso com exterior

As bolsas mundo afora sinalizam bom humor, principalmente diante de uma queda nos preços do petróleo pela manhã.

Na última quinta-feira (8), o presidente americano Donald Trump afirmou que deve interromper os ataques ao Irã até que as Midterms (Eleições de Meio de Mandato) aconteçam em 3 de novembro.

A fala fez preço nos barris, que passaram a ceder com o alívio das tensões.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (9). O Brent, referência internacional, avançou 0,42%, a US$ 104,72 por barril, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu 0,39%, cotado a US$ 91,85 por barril.

Na ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. O índice Hang Seng liderou os ganhos ao subir 1,79% em Hong Kong, para 24.211,35 pontos, impulsionado por ações de tecnologia, incluindo as da Xiaomi (+9,7).

Enquanto isso, as bolsas europeias sobem, ensaiando recuperação das perdas de ontem. Durante a tarde, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,97%, a 631,55 pontos, depois de encerrar o último pregão no menor nível em quase quatro meses.

Os principais índices de Wall Street também finalizou o dia em alta, à medida que os investidores voltaram sua atenção para a próxima semana, com o início previsto da temporada de resultados do terceiro trimestre e a divulgação de dados sobre a inflação, que podem dar pistas sobre a próxima decisão de política monetária do Federal Reserve.

O Índice Dow Jones subiu 0,83%, S&P 500, 0,59%, e o Nasdaq, 0,64%.



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