Porto Velho (RO)17 de Outubro de 202612:27:39
EDIÇÃO IMPRESSA
Brasil

TSE autoriza PT a desvincular campanha do canal "Exército do Lula"

Ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte eleitoral, acatou pedido para que campanha do presidente não seja responsabilizada por canal criado


Imagem de Capa

Reprodução

PUBLICIDADE

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, acatou nesta sexta-feira (16) o pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais para que o canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), seja desvinculado da campanha do presidente.

O pedido se apoiou nas novas regras definidas pela Corte no mesmo dia, que definem quantos canais mantidos por apoiadores integram a estrutura eleitoral de uma candidatura.

Na petição, a coligação afirma que o canal "Exército do Lula" não recebe financiamento, equipamentos, serviços ou suporte de profissionais da campanha do petista. Também nega que a candidatura oriente as publicações ou utilize seus perfis oficiais para direcionar usuários ao espaço.

"O canal não recebe recursos, bens ou serviços da campanha, da coligação ou dos partidos que a integram", sustentaram os advogados. A defesa acrescentou ainda que não houve orientação sobre o conteúdo, a frequência das mensagens ou as metas do canal.

A nova regulamentação do TSE acrescenta os artigos 33-E a 33-G à resolução sobre a propaganda eleitoral. Entre os elementos que podem caracterizar vínculo estão o financiamento, o compartilhamento de estrutura, a divulgação do endereço em perfis oficiais e a coordenação do conteúdo. Os critérios não são cumulativos e a comprovação de um deles já pode ser suficiente.

A coligação do PT argumenta, porém, que nenhuma dessas situações está presente no "Exército do Lula". Para a defesa, trata-se de uma iniciativa de pessoa física que manifesta apoio espontâneo -- hipótese que, isoladamente, não configura ligação formal com a campanha.

Campanha registrou canal após ordem

Na última terça-feira (13), o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou que o canal permanecesse suspenso até ser registrado na Justiça Eleitoral e cumprir as condições estabelecidas. A campanha informou o endereço do canal no registro de candidatura de Lula naquele dia.

Na nova petição, a coligação ressalta que cumpriu a determinação, mas comunicou que considerava o registro provisório e apresentou um pedido de reconsideração.

A controvérsia começou após Flávio Bolsonaro (PL) levar ao TSE acusações de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação envolvendo o canal.

A regulamentação aprovada nesta sexta-feira busca estabelecer parâmetros comuns para espaços digitais ligados às campanhas. Já o canal "Exército do Lula" voltou ao ar nesta quarta-feira (14).

CNN Brasil


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Brasil