Porto Velho (RO)19 de Outubro de 202614:09:37
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VÍDEO: bolsonarista ataca estudante com ofensas racistas: 'Preto do caralho'

Caso ocorreu na estação Vila Sônia após a vítima tentar intervir em uma discussão para evitar agressão física


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Foto: Reprodução Rede X

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Um estudante de direito, identificado como Márcio Ferreira, gravou o momento em que foi atacado verbalmente por uma mulher com repetidas ofensas racistas após tentar apartar uma discussão na noite do último domingo (19) na estação Vila Sônia do Metrô de São Paulo.

De acordo com o relato da vítima, a confusão teve início dentro de um dos vagões, quando a mulher, acompanhada da filha, começou a discutir com três jovens por divergências políticas. A discussão escalou para ofensas homofóbicas e ameaças de agressão física. Márcio, que não conhecia nenhum dos envolvidos, decidiu intervir para acalmar os ânimos e proteger a filha da agressora, que chorava no local.

No entanto, ao mencionar que interveio mesmo tendo posicionamentos contrários aos da passageira, a mulher se irritou e passou a direcionar os ataques diretamente ao estudante.

Nas imagens registradas por Márcio por volta das 19h50, a mulher aparece xingando o jovem de "preto do caralho" por cinco vezes. Em seguida, ela afirma ser bolsonarista "graças a Deus" e diz "Eu sou brasileira", antes de repetir os xingamentos e chamá-lo de "ridículo" e "hipócrita".

Ao reagir às agressões verbais, o estudante chamou a mulher de "racista de merda". Um segurança da concessionária responsável pela linha interveio na sequência. Durante a abordagem do funcionário, a própria agressora admitiu ter proferido a ofensa ao declarar: "Eu falei que ele é um preto de bosta", momento em que o segurança a alertou de que a conduta configurava crime de racismo.

"Mesmo sabendo que ela era bolsonarista, eu tentei ajudar. Mas me arrependo amargamente", declarou o estudante.

O que diz a lei

O estudante optou por não registrar o Boletim de Ocorrência na mesma noite e relatou ter recebido acolhimento da equipe de segurança da estação.

A conduta registrada em vídeo pode configurar crime de injúria racial. Desde a atualização da Lei 7.716/1989 em 2023, a injúria racial foi equiparada ao crime de racismo no Brasil, tornando-se inafiançável e imprescritível, com pena prevista de dois a cinco anos de reclusão.

A concessionária responsável pelo trecho foi questionada se a Polícia Militar foi acionada para Efetuar a prisão em flagrante no local, mas não respondeu até o fechamento da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

D24am


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