Um recém-nascido foi encontrado com vida na madrugada desta terça-feira (20), em uma área de descarte irregular de lixo às margens de um córrego, em Cosmópolis, no interior de São Paulo. O menino ainda estava com o cordão umbilical e apresentava um ferimento profundo na região do tórax e do abdômen.
A ocorrência foi registrada na Rua Guilhermina Kowalesky, no bairro Parque Esther, após moradores ouvirem o choro da criança em uma viela próxima ao córrego.
Um homem identificado como Daniel Pereira de Lima foi avisado por vizinhos e encontrou o bebê entre os entulhos. Para protegê-lo, envolveu a criança em uma blusa e acionou as autoridades.
Segundo o boletim de ocorrência, o recém-nascido recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe de saúde municipal e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cosmópolis. Em seguida, precisou ser transferido para uma unidade neonatal em Campinas, onde foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A estimativa inicial é de que o nascimento tenha ocorrido cerca de uma hora antes de a criança ser encontrada. Até a divulgação das informações, não havia atualização oficial sobre seu estado de saúde nem esclarecimentos sobre a origem do ferimento.
Testemunha relata movimentação suspeita
Durante a investigação, uma testemunha relatou ter visto uma mulher sair de um Volkswagen Gol branco nas proximidades do local. Segundo o depoimento, ela entrou na viela próxima ao córrego, enquanto o motorista permaneceu no veículo.
A informação foi registrada pela polícia e poderá contribuir para esclarecer o que aconteceu antes de o bebê ser encontrado. Até o momento, porém, não há confirmação de que as pessoas mencionadas tenham ligação com o caso.
Polícia apura circunstâncias do abandono
A Polícia Civil investiga quem deixou o recém-nascido na área de descarte irregular e como a criança sofreu os ferimentos. A perícia no local deverá auxiliar na coleta de informações relevantes para a apuração.
O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar as medidas de proteção necessárias.
Os investigadores devem analisar os relatos das testemunhas e os resultados periciais para reconstruir os acontecimentos. Até o momento, não havia informações confirmadas sobre a identidade dos pais ou responsáveis pelo menino.
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