Imagens cedidas pela TV Band
O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), senador Camilo Santana (PT-CE), disse que o petista vai entrar com um pedido de cassação da chapa do adversário Flávio Bolsonaro (PL), ainda nesta quarta-feira (21/10), por suposto favorecimento da Meta.
A decisão se deu após a reunião das campanhas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) junto a representantes da bigtech para prestar esclarecimentos sobre suspeita de tratamentos diferentes pelas ferramentas da Meta, como a IA que criou imagens pró-Flávio e bloqueou a função para o candidato petista.
Além da ação contra a chapa adversária, Camilo disse que a campanha petista irá protocolar uma ação contra a Meta.
"Setor jurídico da campanha está entrando com todas as ações contra a candidatura e contra a Meta. Hoje mesmo. Estamos entrando hoje", disse Camilo.
Além da geração de imagens por Inteligência Artificial, a campanha petista também relatou dificuldade em impulsionar conteúdos pagos dentro das redes sociais, levando o caso à Justiça Eleitoral e acusando a Meta de interferência no processo.
Em resposta, a Meta negou qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a falhas técnicas.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, disse que a atuação da Meta durante as eleições "é motivo de grande preocupação em um mundo democrático" e que "não vamos aceitar" interferência no processo.
"A Meta é motivo de grande preocupação para a gente em um mundo democrático. A interferência das big techs nas eleições, na democracia dos países. Nós não vamos aceitar esse tipo de coisa. Existe uma preocupação muito grande em outros países em relação a essa interferência, realmente."
Metrópoles