Renato Pizzutto/Band
As campanhas dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aceitaram todas as exigências propostas pelos dois lados e vão derrubar os sigilos telefônico e bancário dos dois candidatos e de aliados.
Agora, a decisão de quebrar os sigilos só depende do ministro relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça.
Petição assinada pela equipe de Flávio e Lula, que o Metrópoles teve acesso, garante que a abertura de sigilos "será imediata, total, nas condições aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos". Segundo o documento, os dados relativos às autorizações "serão abertos e divulgados hoje", no dia 22 de outubro.
A campanha de Lula já entregou ao TSE a autorização para derrubar os sigilos. A de Flávio confirmou que também vai liberar até às 23h59 desta quinta-feira.
Do lado de Lula, o pleito era para que além das contas de Flávio, fossem revelados:
• Informações sobre Willer Tomaz: amigo e sócio do senador, investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento com fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
• Informações sobre empresas ligadas a Flávio: a campanha citou a Alcazar Holdings, entre outras empresas relacionadas ao senador.
• Movimentações bancárias: informações sobre contas e transações financeiras.
• Dados fiscais: informações relacionadas à situação tributária e ao patrimônio declarado.
• Registros telefônicos: dados abrangidos pela autorização de divulgação.
No documento protocolado na Justiça Eleitoral, Flávio condicionou a entrega de seus dados ao cumprimento de contrapartidas que devassam tanto as gestões passadas do petista quanto o atual mandato presidencial.
• Entorno e gabinete: apresentação da autorização formal para quebra de sigilo de assessores diretos, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete.
• Negócios familiares e entidades: abertura bancária e fiscal de empreendimentos vinculados a parentes do presidente — como as empresas do filho Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", e operações comerciais recentes no exterior —, além do Instituto Lula e da L.I.L.S. Palestras desde 2003.
• Caso Master: transparência total sobre a lista de acessos ao Palácio do Planalto e detalhes da audiência entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.
• Gastos e agendas oficiais: divulgação detalhada das despesas do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, acompanhada do histórico de agendas institucionais da primeira-dama do país, Janja, ao longo do mandato.
• Desdobramentos no INSS: explicações públicas sobre a interlocução da gestão federal com a lobista Roberta Luchsinger, contendo registros de visitas a prédios oficiais e deslocamentos em aeronaves da FAB, além da quebra de sigilo de Frei Chico, sindicalista e irmão do presidente.
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