Porto Velho (RO)06 de Novembro de 202608:47:38
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Brasil

Governo Lula vê espaço para normalizar relação com os EUA após eleições

Passadas as eleições presidenciais no Brasil e de meio de mandato nos EUA, governo avalia o futuro da relação entre os países


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Ricardo Stuckert/PR

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera retomar a normalidade nas relações com os Estados Unidos (EUA) passadas as eleições presidenciais no Brasil e o pleito de meio de mandato norte-americano.

Na avaliação de auxiliares do petista, as tensões que se acumularam entre os países nos últimos meses tinham como pano de fundo o interesse no processo eleitoral brasileiro e uma possível mudança na gestão. Entre os pontos de conflito estão o tarifaço e a restrição a vistos de autoridades.

Para aliados, com a vitória de Lula nas urnas, o horizonte para novas ações por parte dos EUA foi reduzido e, portanto, não há motivos para o governo Trump "dobrar a aposta" contra o Brasil.

A tendência, segundo esses auxiliares, é de abertura de uma janela de oportunidade para a "normalização pragmática" da relação entre os países. Significa que, apesar das divergências ideológicas, os governos vão buscar trabalhar a partir de interesses em comum.

Derrota nas urnas

A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA, as chamadas midterms, também deve contribuir para a melhora no ambiente político. A avaliação é que um Congresso de maioria democrata será mais receptivo a pautas da política externa brasileira, como a questão climática e das big techs.

Além disso, o legislativo pode atuar para conter possíveis novas investidas contra o Brasil e fazer andar propostas de cooperação que estão paradas.

Aliados lembram que o Ministério da Justiça enviou aos EUA um pedido de cooperação para rastrear a movimentação financeira e o destino dos recursos do fundo Havengate, alvo de investigação no caso Dark Horse, mas o tema não avançou.

Essa normalização do cenário, no entanto, depende da postura que os Estados Unidos deve adotar daqui para a frente. Há a expectativa de um encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado, Marco Rubio, às margens da reunião do G7 na próxima semana. A reunião deve servir como um termômetro para o futuro da relação.


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