Porto Velho (RO)23 de Agosto de 202603:11:12
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Estiagem aumenta risco e exige mais prevenção contra queimadas

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Secom

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Fumaça no céu de Porto Velho é um sinal que merece atenção, mas não autoriza conclusões precipitadas. O cenário atual reúne queimadas próximas e focos situados em outras áreas. Parte desse material pode ser transportada pelo vento e alcançar a capital, mesmo quando o foco está distante. Compreender essa dinâmica ajuda a evitar dois erros opostos: ignorar o problema ou tratar o quadro como repetição automática da crise de 2024

Períodos de estiagem elevam o risco de incêndios. Menos chuva e vegetação mais seca favorecem a propagação das chamas. Esse fator, porém, não elimina a responsabilidade humana. Cabe fiscalização diante do uso inadequado do fogo. Onde houver incêndio, é necessário atendimento rápido. Prevenção deve alcançar as áreas mais expostas e reduzir a chance de incêndios.

Também é preciso reconhecer que nem toda fumaça observada na capital nasce no município. Dados do Censipam indicam influência de focos do sudeste do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso. A distância altera o comportamento da fumaça: ocorrências próximas podem afetar camadas mais baixas, enquanto partículas vindas de longe podem permanecer em níveis superiores.

Outro dado merece ser considerado com equilíbrio. Segundo o Censipam, não há expectativa, neste momento, de que Rondônia enfrente situação semelhante à registrada em 2024. Isso não significa que o risco tenha desaparecido. Significa que prevenção e monitoramento devem ocorrer antes que um agravamento transforme alerta em emergência.

Poder público e população têm responsabilidades complementares. O Executivo municipal deve fiscalizar, orientar e manter estruturas preparadas para responder. Moradores precisam evitar queimadas e comunicar rapidamente focos de incêndio. O telefone 193 deve ser acionado quando houver necessidade de atendimento do Corpo de Bombeiros, especialmente diante de focos sem controle.

Informação integra a prevenção. Monitoramento por satélite, registros de focos de calor e o Painel do Fogo permitem acompanhar a evolução do cenário. Quanto mais rápido uma ocorrência é identificada sistema, maior a chance de intervenção rapidamente.

Porto Velho não precisa de alarmismo diante da fumaça, mas também não pode tratá-la como fenômeno irrelevante. Entre o pânico e a indiferença existe uma postura mais útil: observar os dados, cobrar fiscalização, evitar práticas de risco e agir diante de incêndios. Prevenir custa menos do que remediar uma crise. Durante a estiagem, essa responsabilidade não pode ser adiada.

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