Porto Velho (RO)06 de Outubro de 202619:06:54
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Urnas renovam um terço das cadeiras na ALE-RO e mantêm a maioria dos deputados

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Rondônia chegará a 2027 com uma Assembleia Legislativa renovada. O resultado das urnas preservou 16 dos 24 deputados eleitos em 2022 e abriu espaço para oito novos nomes. Em termos políticos, a mudança altera parte da dinâmica da Casa, mas não produz ruptura com a composição anterior. Esse dado merece ser lido sem euforia e sem a ideia de que renovação, por si só, representa avanço.

Um terço das cadeiras terá novos ocupantes. É uma taxa relevante, sobretudo porque mantém dois terços da bancada atual. A escolha do eleitor sinaliza, ao mesmo tempo, continuidade e mudança. Parte dos parlamentares recebeu novo mandato, enquanto outros candidatos superaram nomes que já estavam no Legislativo. O resultado, portanto, não autoriza uma interpretação única sobre o humor do eleitorado.

Também chama atenção a distribuição partidária. O PL terá sete cadeiras e será a maior bancada. PSD e PRD ficarão com três cada. PP, PT, Novo, Republicanos e Avante terão duas vagas, e o Podemos, uma. Essa configuração dá peso à articulação entre partidos. Maioria numérica não significa, necessariamente, maioria política em todas as votações. Projetos relevantes dependerão de negociações dentro da Casa.

Oito novos deputados chegam ao Legislativo com trajetórias e compromissos eleitorais próprios. A renovação pode ampliar a diversidade de posições e introduzir novas prioridades no debate parlamentar. Também pode produzir disputas internas por espaço e posições estratégicas. Caberá aos novos integrantes transformar a representação conquistada nas urnas em atuação legislativa capaz de ser acompanhada e avaliada pela sociedade.

Para os 16 reeleitos, o mandato traz responsabilidade adicional. A permanência nas cadeiras não deve ser confundida com aprovação irrestrita do desempenho anterior. O eleitor pode ter considerado diferentes fatores ao votar, e somente o exercício do mandato permitirá avaliar se as expectativas serão correspondidas. Transparência, fiscalização e prestação de contas continuarão sendo critérios para medir o trabalho parlamentar.

O resultado impõe uma tarefa ao eleitorado: acompanhar a nova legislatura para além do período eleitoral. Com 24 cadeiras distribuídas por nove partidos, a Assembleia terá uma composição que exigirá negociação permanente. O dado mais importante não está apenas nos oito nomes que chegam nem nos 16 que permanecem. Está na forma como todos exercerão o mandato. Renovação se mede pela troca de cadeiras; mudança política, pela qualidade das decisões tomadas a partir delas.

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