Os preços do café encerraram a terça-feira (6) em forte alta nas principais bolsas internacionais. O arábica avançou mais de 4% em Nova York, enquanto o robusta também registrou ganhos em Londres.
Na Bolsa de Nova York, o contrato de dezembro de 2026 terminou o pregão cotado a 304,45 cents/lbp, alta de 11,90 pontos, equivalente a 4,07%. O vencimento de março de 2027 fechou a 295,85 cents/lbp, com valorização de 11,55 pontos. Já maio de 2027 encerrou a sessão a 292,50 cents/lbp, avanço de 11,60 pontos.
Em Londres, o contrato de robusta para novembro de 2026 terminou a US$ 3.590 por tonelada, alta de 62 pontos, ou 1,76%. Os vencimentos de janeiro, março e maio de 2027 fecharam a US$ 3.577, US$ 3.559 e US$ 3.546 por tonelada, respectivamente.
Câmbio e clima influenciam mercado
O movimento de alta ganhou força durante o dia. Segundo análises citadas pelo Barchart, a valorização do real diante do dólar reduz o estímulo para que produtores brasileiros acelerem as vendas, contribuindo para sustentar os preços internacionais.
O mercado também acompanha os efeitos do El Niño sobre as condições climáticas nas regiões produtoras. Entre as preocupações estão o excesso de chuvas no curto prazo e possíveis períodos de irregularidade nas precipitações posteriormente.
A Price Futures Group avalia que as tendências continuam positivas tanto em Nova York quanto em Londres. No mercado de arábica, a consultoria destaca os riscos para a qualidade dos grãos diante do excesso de chuvas no Brasil, embora as condições gerais para o desenvolvimento da próxima safra sejam consideradas favoráveis.
Robusta também avança
Em Londres, os preços do robusta também fecharam em alta. Além do desempenho dos contratos, os participantes do mercado acompanham os dados de oferta do Vietnã.
Nos primeiros nove meses de 2026, o país exportou 1,45 milhão de toneladas de café, volume 16,2% maior em comparação com o mesmo período anterior, segundo dados citados pela Price Futures.
O câmbio permanece como um dos principais fatores de atenção para os produtores brasileiros. A valorização do real pode diminuir o ritmo de vendas no país e dar suporte às cotações internacionais, mas, ao mesmo tempo, torna a conversão dos preços externos para reais menos favorável no mercado doméstico.
Assessoria