Porto Velho (RO)16 de Setembro de 202607:22:40
EDIÇÃO IMPRESSA
Ciência & Tecnologia

Naufrágio de submarino alemão de 1917 ainda libera TNT no Mar do Norte

Pesquisadores encontraram vestígios de explosivo em água, sedimentos e animais próximos aos destroços.


Imagem de Capa

PUBLICIDADE

Mais de um século após o naufrágio do submarino alemão UC-30, pesquisadores identificaram sinais de contaminação por TNT no Mar do Norte, próximo à costa da Dinamarca. A descoberta foi feita a partir da análise de amostras coletadas na região dos destroços.

O submarino afundou em abril de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. O local exato do naufrágio só foi identificado em 2016 e, atualmente, integra pesquisas do projeto europeu NorthSeaWrecks, que investiga os impactos ambientais provocados por antigas embarcações naufragadas.

Com o apoio de mergulhadores da Marinha dinamarquesa, os pesquisadores recolheram amostras de água, sedimentos e organismos marinhos próximos aos destroços. Também foram produzidas imagens para documentar as condições da área.

Registros históricos indicam que o UC-30 transportava 27 tripulantes, além de 18 minas e seis torpedos. As análises apontaram a presença de vestígios de TNT na água, no fundo do mar e em animais da região, indicando que substâncias provenientes da carga explosiva já alcançaram o ambiente ao redor do naufrágio.

Deterioração preocupa pesquisadores

Segundo os especialistas, ainda não é possível determinar com precisão a dimensão da área afetada. A principal preocupação é que a deterioração gradual da estrutura do submarino deixe os explosivos mais expostos e aumente a dispersão dos contaminantes.

Uma das possibilidades avaliadas é a retirada das minas, mas a operação seria complexa e de alto custo. Outra alternativa seria a detonação controlada no próprio mar, embora essa medida também possa provocar impactos ambientais.

Entre as opções estudadas está o uso de robôs submarinos para monitorar a região, mapear os destroços e identificar os pontos de maior risco. Em operações mais avançadas, esses equipamentos poderiam auxiliar na retirada dos explosivos e no transporte para áreas consideradas mais seguras.

Para os pesquisadores, o caso exige acompanhamento contínuo, já que ainda não existe uma solução simples para eliminar os riscos ambientais associados ao naufrágio.

metrópoles


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Ciência & Tecnologia