Porto Velho (RO)18 de Setembro de 202605:53:10
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Ciência & Tecnologia

Pesquisa identifica pelo menos dez possíveis novas espécies de vermes marinhos

Estudo analisou animais raros que vivem dentro de esponjas e possuem corpos formados por várias ramificações.


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Uma pesquisa internacional liderada pela Universidade de Göttingen, na Alemanha, ampliou o conhecimento sobre um grupo raro de vermes marinhos com uma característica incomum: seus corpos se dividem em várias ramificações, semelhantes aos galhos de uma árvore.

Os animais pertencem ao grupo dos anelídeos e vivem no interior de esponjas marinhas, com as quais mantêm uma relação de simbiose. A estrutura ramificada permite que eles ocupem diferentes partes do organismo que utilizam como hospedeiro.

Antes do estudo, apenas três espécies desses vermes eram conhecidas pela ciência. A nova análise, porém, apontou a existência de pelo menos dez espécies que podem ser novas para a classificação científica.

Para realizar a pesquisa, os cientistas reuniram amostras coletadas recentemente e exemplares preservados em museus há mais de 100 anos. O material passou por análises de DNA e estudos detalhados da anatomia dos animais.

Exemplares preservados há mais de um século

Parte dos exemplares analisados estava na coleção Senckenberg desde 1914. Mesmo após décadas armazenados, os animais puderam ser estudados graças a técnicas modernas de análise.

Entre os métodos utilizados está a microtomografia computadorizada (microCT), que permitiu observar a estrutura dos vermes preservados dentro das esponjas sem precisar danificar os materiais.


Segundo Ekin Tilic, coautor do estudo, o uso dessas tecnologias ajuda os pesquisadores a identificar espécies que permaneceram desconhecidas durante décadas em coleções científicas.

Assessoria


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