A diplomacia brasileira acompanha a crise política e econômica enfrentada pelo Paraguai, mas considera a situação uma questão interna do país. Interlocutores do Itamaraty disseram ao Metrópoles que, por enquanto, não há previsão de um posicionamento oficial sobre o caso.
A instabilidade aumentou após o Banco Central do Paraguai determinar a liquidação do Ueno Bank, na terça-feira (3), por considerar a instituição insolvente, ou seja, sem condições de cumprir suas obrigações financeiras.
A crise também atingiu o governo paraguaio. O presidente Santiago Peña anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5), depois que um pedido de impeachment avançou no Congresso. A saída, porém, ainda precisa ser aprovada pelos parlamentares. O processo de impeachment continua em andamento.
Peña foi acionista do banco durante seu mandato. Além dele, o presidente e dois diretores do Banco Central paraguaio também deixaram seus cargos.
O Ministério Público do país solicitou a abertura de uma investigação criminal sobre o banco e pediu a prisão de dois dirigentes. As apurações envolvem suspeitas sobre a administração da instituição e empréstimos concedidos a empresas ligadas ao grupo controlador.
O órgão também acolheu um pedido para investigar possíveis crimes financeiros atribuídos a Peña.
Apesar de manter uma boa relação com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo pertencendo a grupos políticos diferentes, o mandatário paraguaio não deve receber uma manifestação pública do governo brasileiro. Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que qualquer eventual comunicação ficará restrita à diplomacia.
A renúncia de Peña ainda está sob análise do Congresso. Caso seja aceita, ele poderá assumir uma vaga de senador vitalício, conforme as regras do país.
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