Rafael Ribeiro / CBF
A discussão sobre quem assumirá a camisa 9 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo ou se Neymar solicitou o icônico número 10 aos companheiros domina os debates entre torcedores e jornalistas às vésperas do Mundial. No entanto, o atacante do Manchester United-ING minimiza completamente o peso dessas decisões e foca no que realmente importa para o elenco.
"Assunto de número é muito irrelevante onde nós chegamos. É muito gratificante vestir essa camisa e realizar nossos sonhos. Eu fico batendo nessa tecla mas é muito verdade. Pouco importa o número que você está usando. A gente viu a reação dele por voltar, alguém tão grande e demonstrar todo esse orgulho de estar de volta. A questão de números fica totalmente fora do nosso alcance", comentou.
Diante desse cenário de especulações, Matheus Cunha desponta como o favorito para iniciar as partidas no comando do ataque brasileiro. O jogador se destaca pela intensa movimentação e pela capacidade de recuar para auxiliar na armação das jogadas, uma dinâmica que ele próprio associa ao seu momento atual no futebol inglês.
Para além das funções táticas, o atleta traçou um paralelo direto entre o seu posicionamento na Seleção e o papel que desempenha sob o comando de seu treinador na Europa.
"Nesse meu segundo ciclo de Seleção está muito mais parecido do que eu jogo no clube. Com muito mais flutuações entrelinhas, em muitos momento jogando propriamente como uma meia e sem dúvida nenhuma (existe relação entre o que faz no Manchester United). Muito feliz com tudo que vem acontecendo comigo, em um clube que sempre quis jogar. Meu primeiro ano, de volta a Champions, à competições que o clube tem que estar todo ano, e agora chegando na seleção brasileira. Espero que seja tudo bem-sucedido como foi lá e que eu possar dar meu melhor dentro dessas funções que estou mais habituado a fazer", analisou.
CNN BRASIL