Porto Velho (RO)06 de Julho de 202616:44:04
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Esporte

CBF defende juiz brasileiro chamado de "suspeito" por Trump

Após crítica de Trump, a CBF refutou "qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus"


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Eric Verhoeven/Soccrates/Getty Images

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) defendeu o árbitro brasileiro Raphael Claus, alvo de críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nesta segunda-feira (6/7), no Salão Oval da Casa Branca, o republicano disse que Claus é considerado um árbitro "suspeito" , após ele expulsar o jogador dos EUA, Folarin Balogun, durante jogo pela Copa do Mundo.

Em nota enviada ao Metrópoles, a CBF rebateu as críticas de Trump e afirmou que Raphael Claus tem reconhecimento mundial por atuações como árbitro e que não há fatores que determinem que o juíz brasileiro é "suspeito".

"Raphael Claus integra o quadro de árbitros profissionais da CBF, é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol", escreveu a instituição.

A CBF refuta "qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus". "Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita", diz nota.

Na nota, a confederação ainda destaca a trajetória do árbitro brasileiro.

"Trata-se de um profissional exemplar, cuja carreira é amplamente respaldada por avaliações técnicas, desempenho consistente e confiança das principais competições nacionais e internacionais", afirma a CBF.

O que aconteceu

O Comitê Disciplinar da Fifa liberou, nesse domingo (5/7), o atacante Folarin Balogun de defender os Estados Unidos na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica.

A partida acontece nesta segunda-feira (6/7), em Seattle (EUA).

Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, aos 19 minutos do segundo tempo da vitória por 2 x 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na segunda fase da Copa. A punição tiraria o atacante das oitavas de final.

"Em aplicação do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, a execução da suspensão automática de uma partida do jogador dos EUA Folarin Balogun fica anulada por um período probatório de um ano", divulgou a Fifa.

Os Estados Unidos buscam chegar às quartas de final de uma Copa pela primeira vez desde Coreia do Sul/Japão-2002.]

Trump ataca árbitro brasileiro

Donald Trump admitiu nesta segunda-feira (6/7) que pediu à Fifa a revisão da suspensão do jogador da equipe norte-americana de futebol Folarin Balogun.

"Eu pedi uma revisão, pois não achei que foi falta. Tudo o que fiz foi pedir a revisão, não disse a eles o que devem fazer. Sim, eu pedi à Fifa, falei com um homem altamente respeitado", disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca, ao ser questionado sobre o caso.

O presidente ainda jogou suspeitas sobre a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, que apitou a partida e deu o cartão a Balogun. "É um pouco suspeito, se você checar o passado dele", criticou.

"Não quero dizer isso, pois não gosto de criar controvérsias, mas é bem suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe?", disse Trump sobre Claus.

Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia no dia 1º de julho, após uma entrada dura no jogador Tarik Muharemovic. O procedimento de praxe no torneio era que o jogador cumprisse um jogo de suspensão, sem a possibilidade de recurso.

A Fifa, no anúncio do alívio à suspensão de Balogun, alegou que se baseou no artigo 27 de seu Código Disciplinar, que permite que a entidade suspenda, total ou parcialmente, uma punição esportiva.

Pela primeira vez desde 1962, a Fifa abre uma exceção histórica, ao permitir que um jogador suspenso participe de uma partida. Trump chegou a se manifestar nas redes sociais para celebrar a anulação da expulsão do jogador Balogun.

"Obrigado, Fifa, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça", escreveu o presidente Trump.

cnnbrasil


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